Roubos gerais, de veículos e de carga caem ao menor nível da série histórica na capital

Roubos gerais, de veículos e de carga caem ao menor nível da série histórica na capital

A cidade de São Paulo registrou no primeiro quadrimestre do ano os menores índices da série histórica em roubos em geral, de carga e de veículos. As ações das polícias Civil e Militar ajudaram a evitar mais de 6 mil assaltos no período, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública.

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A queda é atribuída ao trabalho integrado das forças de segurança, com uso de inteligência para mapeamento de áreas críticas, reforço do policiamento em regiões e horários de maior incidência, além de operações direcionadas contra grupos envolvidos em roubos, receptação e desmanches ilegais.

“É um trabalho contínuo de aprimoramento das estratégias de segurança, com foco na redução dos crimes e na prisão de envolvidos, o que também contribui para evitar a reincidência”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Números

Todos os tipos de roubo seguiram a tendência de queda observada desde o início do ano na capital paulista.

Entre janeiro e abril, foram 30.378 ocorrências de roubos em geral registradas, ante 35.177 no mesmo período do ano passado — redução de 13,6%. Somente em abril a queda foi de 11,4%, passando de 8.421 para 7.459 registros.

Os casos envolvendo roubos de veículos reduziram 35,3% no quadrimestre na comparação anual. De janeiro a abril deste ano, foram 2.323 ocorrências. No último mês, aconteceram 582 roubos de veículos contra 863 no mesmo período do ano anterior.

O mesmo cenário se repete nos roubos de carga, que somaram 443 boletins de ocorrências no quadrimestre e 112 em abril, com quedas de 28,8% e 31,2%, respectivamente. Já os roubos a banco permaneceram zerados nos dois recortes analisados.

Em abril, todos os indicadores também registraram os menores resultados da série histórica, iniciada em 2001.

Aumento de prisões e diminuição da reincidência

Outros fatores que contribuem para a queda nos índices de roubos são as atuações voltadas ao combate ao porte ilegal de armas e o aumento da prisão de criminosos reincidentes, reduzindo a capacidade de atuação das quadrilhas.

No quadrimestre, foram efetuadas 15.701 prisões ou apreensões de infratores na capital paulista, o maior número registrado para o período desde 2020. Em comparação ao ano passado, houve aumento de 1,4%.

Desse total, 10 mil prisões foram em flagrante, indicando atuação imediata das polícias e maior capacidade de resposta na interrupção de crimes ainda em andamento. Em abril, foram 3.896 prisões e apreensões, um aumento de 12,7% no comparativo mensal.

Nos primeiros quatro meses do ano, também foram retiradas das ruas 951 armas de fogo em ações das forças de segurança, incluindo cinco fuzis apreendidos em operações contra o crime organizado na capital paulista.

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