Itatiba/SP discute combate ao feminicídio e apresenta projeto de reeducação de agressores.

Foto:Divulgação

Boas iniciativas que salvam vidas precisam ser ampliadas e fortalecidas. Em meio ao aumento dos casos de feminicídio no país, a discussão sobre medidas efetivas de enfrentamento à violência doméstica torna-se ainda mais relevante. Diariamente, o Brasil registra ocorrências de violência contra a mulher atendidas pelo 190, serviço da Polícia Militar. As denúncias partem, muitas vezes, de vizinhos, familiares e até de crianças, em tentativas de interromper ciclos de agressão dentro dos próprios lares.

            Apesar do crescimento de campanhas e ações de conscientização, a realidade ainda mostra que muitas mulheres permanecem em situação de vulnerabilidade, retornando para ambientes onde continuam sendo vítimas de violência. Com o objetivo de avançar para além da conscientização, foi apresentado o Projeto de Lei nº 24/2026, de autoria do vereador Júnior Cecon, que propõe a criação do Programa Municipal de Acompanhamento, Reeducação e Responsabilização de Autores de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no município de Itatiba.

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            A proposta foi debatida durante reunião do CONSEG Itatiba, que reuniu autoridades e especialistas comprometidos com o enfrentamento à violência contra a mulher. Entre os participantes, esteve a juíza Fernanda Yumi Furukawa Hata, responsável pelo programa Itatiba Protege, que atua na orientação e acompanhamento de vítimas e agressores. Também participou a Dra. Mayara Úbeda de Castro Rufino, que trouxe uma análise sobre os impactos jurídicos e sociais da violência doméstica.

            A segurança pública foi representada pelo capitão da Polícia Militar Renan Matteo, que apresentou dados e destacou a importância da atuação integrada entre as instituições. O projeto também foi apresentado a deputados estaduais e à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que demonstrou apoio à iniciativa.

            A proposta prevê a realização de grupos reflexivos e educativos obrigatórios para agressores, com acompanhamento de profissionais especializados, como psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e representantes da sociedade civil. A medida busca promover mudança de comportamento e conscientização sobre os impactos da violência no ambiente familiar, além de abordar questões como o uso abusivo de álcool e drogas.

            Especialistas reforçam que, embora as medidas protetivas sejam fundamentais, elas ainda não são suficientes para evitar todas as ocorrências. A ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção e à reeducação é apontada como um caminho necessário para reduzir os índices de violência. A efetividade dessas ações depende da atuação conjunta entre Prefeitura, Poder Judiciário, Conselho Tutelar, OAB, legislativo, forças de segurança e sociedade civil.

Iniciativas de acolhimento também têm papel relevante nesse cenário. Um exemplo é o trabalho desenvolvido por Sandra Campos que, após perder o filho de 24 anos, passou a atuar como ativista por meio do projeto “Não te julgo, te ajudo!”, oferecendo escuta e apoio a pessoas em sofrimento emocional. Contato: (11) 94813-7799

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