Escrita em 2021 por um jovem autor de Votuporanga, a peça Cástio de Erétria será apresentada na UNESP de Marília em um formato dinâmico de leitura dramática conjugada a elementos teatrais, tais como iluminação, figurinos e movimentação cênica. A peça faz parte de um ciclo que acontece há dez anos nesta universidade, durante os quais foram apresentadas mais de 80 leituras dramáticas de peças nacionais e estrangeiras. Cástio de Erétria tem à frente um elenco de sete estudantes universitários sob direção de Ana Portich, professora do Departamento de Filosofia da UNESP.
SINOPSE
Cástio de Erétria foi escrito com base em estudos sobre a tragédia grega. A exemplo de Édipo, Orestes e Electra, o protagonista acaba por assassinar seu pai, o rei Prostato, ao saber que ele não passa de um tirano genocida, por prolongar uma guerra que lhe traz vantagens financeiras. Entretanto, Cástio comete o erro trágico de matar sua mãe, a rainha Sília, por engano. Prostato assume a culpa deste crime no lugar do filho e recebe a pena de morte. Hosiais, irmão de Sília, deduz que o verdadeiro assassino tenha sido Cástio e o apunhala por vingança.
ATUALIDADE DA TRAGÉDIA GREGA
O autor simboliza em formato de tragédia uma situação das mais atuais: o rei de Erétria enriquece às custas da vida de seus súditos, assim como os Estados Unidos empreenderam a guerra do Iraque e estenderam a invasão do Afeganistão por mais de vinte anos, para preservar os interesses da indústria bélica, ou mesmo hoje, o presidente Zelensky não hesita em dizimar a população ucraniana enquanto angaria milhões de dólares em paraíso fiscais ou na City de Londres.
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