Homem é multado em R$ 20,4 mil após manter 41 cobras exóticas e mais de 260 ovos em casa

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

Um homem foi autuado e recebeu multa de R$ 20,4 mil na manhã desta quarta-feira (14) após a descoberta de um cativeiro irregular de serpentes em uma residência de Assis, no interior de São Paulo. No local, foram encontradas 41 cobras da espécie corn snake, conhecida como cobra-do-milho, além de 264 ovos, que estavam armazenados em uma incubadora improvisada.

A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. As serpentes pertencem a uma espécie considerada exótica no Brasil, com origem na América do Norte, o que torna a criação, reprodução ou comercialização sem autorização ambiental uma infração grave.

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A apuração teve início depois que o homem passou a ser monitorado por receber os animais por meio de encomendas postais, o que levantou suspeitas sobre a legalidade da atividade. Com a confirmação da criação irregular, todos os animais e ovos foram apreendidos e encaminhados para um centro especializado em estudos e manejo de serpentes, onde passarão por avaliação técnica.

Além da apreensão, o responsável foi autuado administrativamente por crime ambiental, já que a manutenção de espécies exóticas sem autorização pode representar riscos ao meio ambiente, como desequilíbrio ecológico e disseminação de doenças, especialmente em casos de fuga ou soltura inadequada.

A cobra-do-milho é uma serpente não peçonhenta, que pode atingir até 1,5 metro de comprimento e viver entre 15 e 20 anos. Apesar do comportamento geralmente dócil e da popularidade no comércio internacional de animais de estimação, a espécie não ocorre naturalmente no Brasil. Por encontrar alimento, abrigo e condições climáticas favoráveis, pode se reproduzir com facilidade em território nacional, sendo considerada também invasora.

Órgãos ambientais alertam que a soltura de animais exóticos na natureza é proibida e configura crime ambiental. Pessoas que possuem esse tipo de animal de forma regular e não desejam mais mantê-lo devem procurar os órgãos ambientais competentes ou instituições autorizadas, como zoológicos, para a destinação correta.

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