A humanidade tem enfrentado os perigos que lhe são peculiares em cada época. Não temos, pelo menos aqui no Ocidente, o risco de sermos predados por alguma fera, haja visto que a urbanização erradicou esse problema.
É fato que a sociedade evoluiu em muitos aspectos. Hoje podemos viver mais e melhor. A expectativa de vida aumentou bem como a nossa qualidade de vida.
Temos acesso à informação, conhecimento de sobra a nossa disposição. Vivemos na era do avanço tecnológico. Entretanto, nem tudo são flores nos dias atuais.
A coisificação da pessoa humana que foi uma marca terrível em nossa história vivida em meio à Segunda Guerra Mundial nos despertou como sociedade para a criação dos Direitos Humanos.
E de lá pra cá muitos foram os avanços: direitos de proteção à vida, às crianças, aos adolescentes. No entanto, ainda estamos bem longe da realidade ideal.
Embora tenhamos evoluído como sociedade em vários aspectos, um cenário adverso tem demonstrado muita preocupação na atualidade: a insegurança feminina perante o comportamento indevido (e por vezes criminoso) dos homens.
O melhor caminho para sairmos dessa é mediante a educação, mas convenhamos que requer um longo período para colhermos os frutos. Outra forma de combate à violência contra a mulher são leis mais rígidas para com os agressores, e isso também requer um bom período de batalha nas câmaras legislativas do nosso Brasil.
Portanto, a defesa pessoal tornou-se uma importante aliada na luta feminina contra a violência. Além de promover um empoderamento através da autoconfiança que vem a partir da prática de uma arte marcial, há um benefício enorme gerado também no âmbito psicológico.
A saúde física atrelada à saúde mental, proporciona um senso de estabilidade muito forte. Gerando segurança e tranquilidade que se unem à habilidade adquirida na defesa pessoal. A independência feminina hoje é um tipo de liberdade que almejamos como sociedade, mas que temos de lutar diariamente.
Muitas são as formas de protegermos as mulheres nos dias atuais. Aos pais e aos educadores, o trabalho para ensinar e educar a nova geração. Aos legisladores, atuar na elaboração de leis que venham proporcionar segurança para as mulheres.
O chamado “sexo frágil” na verdade se mostra cada vez mais valente em meio a uma sociedade que por vezes se mostra hostil. Na verdade elas têm força e sensibilidade, são guerreiras, deusas, mulheres de verdade – como já disse Chorão na ilustre música Ela Vai Voltar.
Que as mulheres sejam capa de revista por seus atributos sim, e que possam ser capa de jornal também, não pela violência sofrida, mas por suas conquistas e méritos.