Uma adolescente de 17 anos foi apreendida após envenenar marmitas que seriam consumidas pelo pai, pela mãe e por um primo da família, em Nova Serrana (MG). Em depoimento à polícia, a jovem afirmou que a atitude ocorreu após uma discussão com a mãe, motivada pelo fato de ter saído de casa sem autorização durante a madrugada de quarta-feira (7).
As refeições já estavam prontas e armazenadas na geladeira para serem levadas ao trabalho no dia seguinte. O primo, de 36 anos, chegou a ingerir parte da comida, mas estranhou a textura do alimento, que descreveu como semelhante a areia, e avisou os demais familiares. Com isso, os pais da adolescente não chegaram a consumir a refeição. O homem recebeu atendimento médico e passa bem.
A jovem foi detida em flagrante e responsabilizada por ato infracional equivalente à tentativa de homicídio. Por se tratar de menor de idade, não foram divulgadas informações sobre o local para onde ela foi encaminhada, em respeito à legislação que protege adolescentes envolvidos em atos infracionais.
Segundo o registro da ocorrência, a adolescente mantinha um relacionamento amoroso sem o consentimento dos pais e se encontrava com o namorado de forma escondida. Na madrugada do ocorrido, a mãe percebeu a ausência da filha no quarto por volta das 2h e tentou contato telefônico, sem sucesso. Pouco tempo depois, a jovem retornou à residência, momento em que houve uma discussão. Em seguida, a mãe foi dormir.
Ainda conforme apuração policial, após os pais se recolherem, a adolescente pegou um frasco de veneno para ratos guardado em um armário e colocou a substância em três marmitas. Ela relatou que agiu movida por raiva.
As refeições eram preparadas diariamente pela mãe para consumo da família durante o expediente de trabalho. Após o alerta do primo, a contaminação foi descoberta. Confrontada em casa, a adolescente confessou o que havia feito e permaneceu em silêncio.
A perícia esteve no imóvel, recolheu parte da comida contaminada e apreendeu o recipiente com o veneno. Pequenos grãos escuros foram encontrados nas marmitas, indicando a presença da substância tóxica. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.