Tragédia na Penitenciária de Marília: Enterros Começam Enquanto Investigação Revela Falhas

Foto: Secretaria de Administração Penitenciária (SAP)/Divulgação

Os sepultamentos de três dos sete detentos mortos no incêndio ocorrido na Penitenciária de Marília começaram nesta quinta-feira (27). As vítimas perderam a vida após inalar fumaça tóxica quando um preso incendiou seus próprios objetos dentro da cela na última terça-feira (25). O episódio deixou sete mortos e outros 12 feridos — entre eles cinco agentes penitenciários.

Wender Felipe Maciel, de 25 anos, foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Ourinhos, cidade próxima a Canitar, onde nasceu. Na mesma data, Caio Vinicius Oliveira, também com 25 anos, foi sepultado no Cemitério da Saudade, em Lins. Já Matheus Gregório da Silva, de 22 anos — a vítima mais jovem — recebeu as últimas homenagens no Cemitério Jardim Vale da Paz, em Diadema (SP).

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Os demais quatro corpos já foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Marília, mas as famílias ainda não haviam divulgado os locais e horários dos enterros até a mais recente atualização.

Estado de saúde dos sobreviventes

Dois presos receberam alta durante a madrugada de quarta-feira (26) e foram reconduzidos à unidade prisional. Outros cinco seguem hospitalizados. Todos os agentes penitenciários intoxicados já foram liberados pelas equipes médicas.

O detento apontado como responsável pelo incêndio permanece internado no Hospital das Clínicas de Marília, sob constante vigilância da Polícia Penal.

Avanços da investigação

A tragédia reacendeu discussões sobre a superlotação e a precariedade estrutural da penitenciária. Luciano Carneiro, diretor regional do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo, afirmou que a unidade funciona acima do limite de capacidade e destacou que os servidores colocaram a própria segurança em risco para tentar socorrer os internos — o que explica o alto número de agentes feridos.

A Polícia Civil iniciou nesta quinta-feira a oitiva dos funcionários no inquérito que apura o caso, registrado como homicídio e lesão corporal. Em seu depoimento, o diretor da penitenciária confirmou que o detento responsável pelo incêndio estava recolhido em uma cela disciplinar devido a problemas de comportamento.

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