Coluna: Suplementação nutricional após a cirurgia bariátrica

Após a cirurgia bariátrica as deficiências nutricionais podem ocorrer pela menor ingestão de alimentos, devido à redução do estômago, e/ou pela diminuição da absorção dos nutrientes, as quais podem variar conforme o tipo de cirurgia.

Para manter os níveis desejáveis de nutrientes, a orientação individualizada é a maneira mais adequada. No entanto, em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, a restrição do tamanho do estômago, o desvio intestinal e algumas intolerâncias alimentares justificam a utilização da suplementação nutricional. Portanto, a utilização de uma dosagen diária adequada de polivitamínicos/minerais é a forma de garantir esse aporte.

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Essa reposição é realizada nos meses iniciais, na maioria dos casos, por suplementos em forma de pastilhas e/ou em pó solúveis devido à restrição inicial à comprimidos e cápsulas. Esse suplemento deve conter 100% ou ao menos 2/3 das necessidades diárias, com a finalidade da prevenção das deficiências nutricionais. Através do acompanhamento Nutricional será avaliado a necessidade de uma suplementação específica de algum nutriente isolado, caso seja necessário.

De uma forma geral, as deficiências nutricionais mais comuns na cirurgia bariátrica são: proteína, ferro, zinco, cálcio, vitamina D e vitaminas do complexo B.

Para manter um bom estado nutricional após a cirurgia bariátrica, deve-se dar atenção a alguns nutrientes:

• Proteínas: As proteínas são necessárias para a formação dos tecidos corporais, enzimas, hormônios e transporte de substâncias pelo sangue. Sua deficiência está relacionada à grande perda de massa muscular, anemia, queda de imunidade e queda de cabelo. A necessidade diária de proteína varia em torno de 60 a 120 g ao dia, sendo que a reposição é realizada individualmente conforme sexo e peso do paciente.

• Ferro: Mineral necessário para a formação das hemácias (células vermelhas do sangue). Sua deficiência está associada à anemia. Alimentos como carnes, vegetais verdes escuros e feijões são fontes de ferro e devem fazer parte da alimentação diariamente.

• Vitamina B12: no pós-operatório há uma produção mínima de uma substância chamada fator intrínseco no estômago, que é necessária para a absorção da vitamina B12, levando à diminuição da sua absorção.

• Vitamina D: é uma vitamina que frequentemente está deficiente em pacientes obesos, devido ao “sequestro” pelo tecido gorduroso. A principal fonte é a produção pelo próprio corpo a partir da exposição aos raios solares. Esta deve ser suplementada de rotina e em maiores quantidades em casos de deficiência.

• Cálcio: Outro nutriente que também é consumido e absorvido em menor quantidade. Encontrado em alimentos como leites e derivados, folhas verdes escuras, gergelim e amaranto. Também necessita de suplementação na maioria dos casos, e nas mulheres deve ser de rotina.

Sequelas irreparáveis podem ser ocasionadas pelas deficiências nutricionais e devem ser evitadas com o uso de polivitamínico/mineral de forma preventiva por medicamentos orais ou injetáveis continuamente. Deve fazer parte do protocolo de atendimento de todos os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, por algumas vezes desde o pré-operatório e dependendo do tipo de cirurgia por toda a vida do paciente. O acompanhamento Nutricional é indispensável

Para maiores informações, agende uma consulta com a Nutricionista Dra. Natália Colombo (CRN3 49258) na Clínica Cristo Rei, localizada na Av. Cristo Rei, 162, através do Telefone (14) 99858-2575

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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