Temos o DEVER de ser Feliz; temos?, por Ana Gláucia Lima

Oi, pessoal! Como vocês estão? Espero que estejam bem e se cuidando!

Quero dividir com vocês essa frase que, vez ou outra, chega até mim:

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“Tenho o DEVER de ser feliz, Ana”. “Minha felicidade em primeiro lugar, Ana”. E por aí vai…

Você já ouviu algo do tipo?

Bom, quando penso sobre isso, penso a respeito de vários conceitos. Primeiro o conceito de felicidade. Felicidade é um estado de contentamento, bem-estar, satisfação. E, pensando assim, eu acredito numa certa dinâmica desse estado, não sendo um estado fixo. Isso já nos mostra um ponto muito importante. Se existe o estado de felicidade num caráter dinâmico, existe o estado oposto também; a infelicidade, sendo a presença da insatisfação, da frustração, da tristeza.

O que percebemos hoje é uma grande ânsia em estarmos constantemente felizes. Fazendo realmente TUDO para estarmos felizes. Sendo, muitas vezes, impulsivos e inconsequentes na busca incessante por cada vez mais e mais felicidade.

Percebo ate que, “aquilo” que nos fazia felizes antigamente não nos faz mais. Por que?

Talvez por dois motivos que quero apresentar pra você:

  1. Não conseguimos entender a dinâmica dos estados emocionais.

Não entendemos que somos feitos de momentos de alegria, tristeza, raiva, medo, desespero, conquista, frustração. Não conseguimos ver VIDA em todos esses estados. E acredite, HÁ VIDA em todos os estados emocionais! As emoções mais desagradáveis que podemos sentir, pode nos mostrar muito sobre nós e sobre nossas relações. Basta estarmos atentos a elas. Precisamos desenvolver a habilidade de vivenciar de forma profunda e proveitosa todas as emoções e momentos da nossa vida, sem delegar somente para a felicidade os momentos de VIDA.

  1. Não valorizamos nossos ganhos e conquistas

Sempre queremos mais. “O vizinho tem mais, então quero mais também”. “Ah, já não quero mais esse carro, quero esse e esse”. Ah, não está legal essa casa, já quero uma maior”. Pensamentos dessa natureza nos autos sabotam e não nos permite valorizar os nossos ganhos e conquistas, nos impedindo de viver essa satisfação e nos levando a pensar na insatisfação inclusive diante dos nossos ganhos! Que triste! Que tenso, não?

Se entendermos que nossa vida não é feita somente de momentos felizes e prazerosos, aceitarmos todos os momentos e aprendermos com eles, quando estivermos diante de ganhos e conquistas, possivelmente daremos o real valor a essas situações, vivenciando a satisfação e felicidade de forma profunda e plena.

Continuaremos tendo “o dever” de sermos felizes, porem com mais racionalidade e verdade e menos impulsividade e mentira.

Pense nisso e… Seja FELIZ!

Grande beijo pra você e até breve!

Drª Ana Gláucia Lima CRP 06/119519 – Redes sociais @psicologaanaglaucialima e Whatsapp 14 99746 – 4490.

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