Sessão da Câmara pega fogo em Marília e tem Reforma da Previdência aprovada sem condições audíveis

Na sessão da Câmara Municipal de Marília desta quarta-feira (03) teve de tudo: “tiro porrada e bomba”. Na pauta mais quente dos últimos tempos até a Polícia Militar foi chamada pelo Presidente da Câmara, Marcos Rezende (PSD) para retirar os servidores municipais que lotaram as galerias da câmara, dois dias após o Governador de SP, João Dória (PSDB) liberar as normas de segurança da Pandemia de Covid-19. No entanto, a presença dos policiais não intimidou os servidores que continuaram com o protesto “acalorado”.

Aos gritos e em meio a um ambiente conturbado a tensão tomou conta do plenário e a sessão foi paralisada por alguns minutos. Em meio a um coro de ordem e pedidos para que a pauta não fosse aprovada pelos vereadores, o presidente retomou os trabalhos e ignorou a falta de audição dos nobres pares, pois o que dava para ouvir naquele local era realmente e tão somente os servidores protestando.

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A situação ficou tensa e tomou conta a raiva e a cólera dos servidores, a situação já pré-estabelecia que o confronto seria questão de tempo, e assim o fizeram. Servidores desceram as escadas e começaram a invadir uma das portas de entrada do plenário, passando por cima da segurança, foi quando a Polícia Militar teve que agir para controlar a situação. No meio do confronto os vereadores e vereadoras pediam para que o Presidente suspendesse a sessão, o que não foi atendido, e em meio a agressões físicas e verbais, na confiança de que os mais de doze fardados, o que deu para contar a olho nu, resolveriam o tumulto e o que foi de fato feito, após muito trabalho e força bruta, a sessão foi retomada para votação.

Se a situação dos que tentaram adentrar o plenário foi resolvida, o problema de audibilidade não foi e em meio a gritos e batuques, sem ouvir nem mesmo os pensamos o Presidente seguiu o rito e “passou a boiada” mesmo com protestos dos pares por não terem condições de expressarem nem mesmo que não estavam ouvindo.

Foram ao plenário em justificativa de voto Eduardo Nascimento (PSDB), Júnior Féfin (PSL) e Ivan Negão (PSB), foi dito que nada se ouvia, e que a sessão foi ilegal. Os demais vereadores, até mesmo os que são denominados oposição do Executivo, não se manifestaram, aliás, não esboçaram sequer reação e curtiram o “circo pegando fogo”, porém votaram também à favor ao projeto de lei.

Até mesmo as emendas foram votadas e como os vereadores estavam sentados a coisa fluiu bem, foi um sucesso. A Reforma da Previdência foi então aprovada e logo após o término da sessão ovos foram lançados no plenário, deixando a “tia da limpeza” se perguntando: “será que eu mereço isso ?!”. O Assessor do Presidente da Câmara foi atingido em cheio e o ovo nem estava choco. Que bagunça, que noite, que tudo. Que venha o segundo Round dessa briga que vai dar muito o que falar, e se não teve discussão na casa de leis, terá muito em meio a sociedade das bolachas.

 

Escrito por: Athos Guerra MTB 0091820/SP

Por fim, leia mais O Mariliense

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