Os funcionários públicos municipais de Marília realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária no início da noite dessa sexta-feira (18). Durante o ato, ficou determinado uma paralisação das atividades no próximo dia 22 de março (terça-feira). Portanto, uma manifestação dos servidores acontecerá novamente na data decidida, a partir das 8h, em frente a Prefeitura Municipal.
De acordo com o SINDIMMAR (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos) o ato será realizado como uma tentativa de se reunir e abrir negociações com a administração municipal. Uma greve geral poderá ser realizada pelos funcionários, caso a Prefeitura não discuta com a entidade uma revisão sobre o acumulado de perdas da categoria.
Os funcionários públicos reivindicam um reajuste salarial, alegando uma defasagem de mais de 43% durante os anos da atua gestão. Outro pedido dos servidores é o reajuste também do vale alimentação. A presidente do SINDIMMAR, Vanilda Gomes de Lima, informou que não é aceitável para os servidores um reajuste de -1%, comparado com o aumento salarial que os secretários municipais, vereadores e prefeito tiveram na última correção.
“Nosso reajuste foi de 2% com o Plano de Cargos e Carreiras, mas o aumento na alíquota do Ipremm anulou o reajuste, já que subiu de 11% para 14% do salário dos servidores ”, afirmou Vanilda.
Resposta da Prefeitura de Marília
Por outro lado, a Prefeitura de Marília informou que o reajuste salarial dos servidores municipais já foi concedido em janeiro, com a adequação do plano de carreira da categoria.
A Secretaria da Fazenda divulgou nos últimos dias dados mostrando que após a aplicação da nova Lei sancionada em novembro de 2021, a folha de pagamento com o plano de carreira ficou 10,46% superior à anterior, e que todas as categorias foram contempladas, sendo estabelecido aumentos que chegaram até 35%.
“O plano de carreira era um compromisso da atual gestão e está sendo cumprido, os servidores municipais são os grandes responsáveis pelos serviços de qualidade prestados à nossa cidade”, disse o prefeito Daniel Alonso, na data em que a Lei foi aprovada.
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