Secretaria de Direitos Humanos e Conselho promovem ações no mês de homenagem às mulheres negras

DIREITOS HUMANOS

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos, e o Conselho da Promoção da Igualdade Racial prepararam uma programação de especial, que teve início na última quarta-feira, dia 21, e vai se estender até o próximo dia 31 de julho (sábado).

O Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha foi instituído em 1992 no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, ficando o dia 25 de Julho como data símbolo de resistência das mulheres negras.

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No Brasil, a data do 25 de Julho homenageia a líder quilombola Tereza de Benguela, símbolo de luta e resistência do povo negro como Dia Nacional da Mulher Negra. Ela foi uma líder quilombola que ajudou comunidades negras e indígenas na resistência à escravidão no século XVIII. Após a morte do marido, José Piolho, Tereza assumiu o comando do Quilombo Quariterê e o liderou por décadas. Ficou conhecida por sua visão vanguardista e estratégica.

“A importância de marcar essas datas surgiu para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo uma luta histórica das mulheres negras” disse Marílis Machado, presidente do Conselho Promoção da Igualdade Racial.

Mais da metade da população brasileira é negra, segundo dados do IBGE. Porém, essa população, em especial as mulheres negras, protagonizam os piores indicadores sociais.

De acordo com o Atlas da Violência de 2019, 66% de todas as mulheres assassinadas no país naquele ano eram negras. Além disso, 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza, ainda recebem menos da metade do salário de homens e mulheres brancas no Brasil, independente da escolaridade.

“Os desafios são muitos para serem superados. Por isso a Secretaria de Direitos Humanos e Conselho da Promoção da Igualdade Racial estão promovendo uma programação especial para Semana da Mulher Negra-Latino Caribenha”, afirmou o secretário de Direitos Humanos, Delegado Wilson Damasceno.

Confira a programação:

– Mostra de Fotografia “Benguelas”, por Marcelo Sampaio
De 21 a 31 de julho, pelo Instagram @conselhoigualdade.marilia.
A cada dia serão postadas duas fotos de mulheres marilienses que representam a força da mulher e sua resistência. Serão intercalados entre as fotos da poetisa mariliense Profª de Bruna Motta.

– Live “Desafios da mulher negra no Brasil”
Dia 22 de julho, às 20h, no Facebook: @conselhoigualdade.marilia, convidadas:
Solange Barbosa – Licenciada em História, Especialista em Afro-turismo, Guia de Turismo, Consultora da UNESCO para o programa Rota do Escravo, Coordenadora Geral de Atividades Culturais do Centro Cultural Afro-brasileiro e Biblioteca Zumbi dos Palmares na cidade de Taubaté

Dr.ª Rosana Rufino – Mãe, professora, advogada e palestrante. Mestranda em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades na USP. Assessora jurídica parlamentar. Diretora-fundadora do Instituto da Advocacia Negra Brasileira. Coordenadora do Núcleo de Humanidades e Antidiscriminatório da Comissão de Graduação, Pós-graduação e Pesquisa da OAB-SP.

– Live: “ Nossos passos vem de longe”
Live será no dia 25 de julho as 20h30- Facebook: @DireitosHumanosMarília, convidada:

Mônica Calazans, 54 anos, mulher, negra, enfermeira da linha de frente no combate à pandemia, primeira mulher negra a receber a vacina no Brasil.
Mediadora: Mameto Monã Kissimbi (Marilis Machados)- Presidente do Conselho da Promoção da Igualdade Racial de Marilia.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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