RJ entra em Estado de Emergência e confirma dez mortes após forte temporal que alagou ruas e afetou metrô e ônibus

Dez vidas foram perdidas em meio às intensas chuvas que assolaram a Zona Norte do Rio de Janeiro e a região Metropolitana durante este fim de semana. Embora, inicialmente, o balanço oficial dos bombeiros indicasse 9 vítimas, a secretaria municipal de Saúde da capital confirmou mais uma vítima de deslizamento no Morro da Pedreira, na Zona Norte do Rio, que não estava inicialmente registrada.

Em Belford Roxo, uma mulher permanece desaparecida, enquanto em São João de Meriti, uma criança está desaparecida desde as 14h35 deste domingo (14). As chuvas intensas causaram alagamentos em vias, afetaram o funcionamento de linhas de ônibus e do metrô no Grande Rio, além de inundar o subsolo do Hospital Ronaldo Gazolla, deixando-o sem energia. Vários concursos e provas programados para hoje foram cancelados.

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou situação de emergência na cidade por volta das 15h, e o Centro de Operações Rio anunciou que a cidade atingiu o estágio operacional número 4, o segundo mais alto na escala de riscos. Em Niterói, o alerta alcançou nível máximo.

A Defesa Civil registrou mais de 30 bolsões d’água, 15 pontos de alagamento e cinco quedas de árvores na cidade. A Avenida Brasil, importante via de tráfego, foi alagada nos dois sentidos, na altura de Irajá, sendo interditada durante a madrugada. A Rodovia Washington Luís também ficou bloqueada devido a alagamentos em frente à Reduc.

Mortes e desaparecimentos foram registrados em diversas localidades, incluindo Acari, Ricardo de Albuquerque, Pavuna, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Comendador Soares e Belford Roxo. Ocorrências relacionadas às chuvas ultrapassaram 180, com 29 sirenes acionadas em 16 comunidades do Rio.

A estação meteorológica de Anchieta atingiu um recorde de 259,2 milímetros de chuva em 24 horas, superando a média histórica de janeiro em aproximadamente 40%. Bairros como Pavuna, Acari, Madureira e Irajá foram severamente impactados, com rios extravasando e bolsões d’água se formando.

A situação caótica levou o prefeito Eduardo Paes e o governador em exercício, Thiago Pampolha, a pedirem à população que evite deslocamentos e permaneça em casa. Vários serviços de transporte público foram afetados, incluindo o fechamento temporário de estações do metrô e problemas na Supervia.

O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, enfrentou a interrupção de energia durante a madrugada, resultando em operações essenciais com o suporte de baterias próprias. A situação crítica levou ao adiamento de concursos e provocou prejuízos nas instalações do 9° BPM (Rocha Miranda).

A previsão indicava a continuidade das chuvas, mantendo o estado de alerta na cidade. A população foi orientada a evitar a Avenida Brasil e a Zona Norte.

Por fim, leia mais O Mariliense

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