Professora é afastada após denúncias de maus-tratos a alunos em escola estadual de Marília

Uma professora da Escola Estadual Professora Carlota de Negreiros Rocha, no bairro Fragata, em Marília, foi afastada das atividades após uma série de denúncias de maus-tratos envolvendo alunos de uma turma do 2º ano do ensino fundamental.

O caso ganhou repercussão após relatos de mães que acusam a docente de adotar comportamento agressivo em sala de aula, com gritos, ofensas e exposição de crianças diante dos colegas. A situação teria gerado medo e ansiedade em alguns alunos, que passaram a demonstrar receio de errar durante as atividades escolares.

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De acordo com os relatos, uma das mães procurou as autoridades após o filho, de sete anos, contar que vinha sendo tratado de forma inadequada. Segundo a denúncia, a professora teria elevado o tom de voz e feito comentários depreciativos sobre o desempenho do estudante. A situação se agravou com o surgimento de áudios, que, conforme apontado, registrariam falas ríspidas e constrangedoras dentro da sala de aula.

Ainda segundo os responsáveis, após uma tentativa de diálogo por meio de bilhete enviado à professora, o aluno teria sido novamente exposto, com menções ao conteúdo da mensagem diante da turma, o que intensificou o constrangimento.

Outras famílias também relatam episódios semelhantes, o que levou à mobilização de pais e à organização de um abaixo-assinado pedindo providências. Há, inclusive, registros anteriores de queixas sobre a conduta da professora.

A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como suspeita de maus-tratos. Paralelamente, a Regional de Ensino do Estado informou que determinou o afastamento da docente e instaurou uma apuração preliminar com prazo de 30 dias.

Em comunicado encaminhado aos responsáveis, o órgão educacional afirmou que repudia a conduta denunciada e destacou que, assim que tomou conhecimento da situação, a supervisão de ensino convocou os pais para acolhimento e esclarecimentos.

O caso também foi levado ao Conselho Tutelar, e uma das mães já estuda a possibilidade de transferir o filho de turma, visando preservar o bem-estar emocional da criança.

As investigações seguem em andamento.

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