Produtos de hortifruti são destaques em setembro

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Produtos in natura tiveram uma queda nos preços em setembro segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE. O levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS) aponta que, na média, estes produtos registraram queda de 2,59% no mês. O destaque fica para as frutas (-1,73%), legumes (-3,11%), tubérculos (-4,76%), ovos (-0,6%) e verduras (-2,02%). Entre os produtos que tiveram a maior deflação no mês estão chuchu (-20,25%), mamão (-18,3%) e batata (-11,89%). 

No geral, setembro foi responsável por uma marca mensal de 2,2% – recorde para o mês desde 1994. Como base de comparação, em 2019 o acumulado até setembro era 2,2%. O principal motivo da alta, segundo a APAS, está no dólar, que impacta a cadeia de produção, principalmente produtos dependentes da soja, como o óleo que subiu 30,6% (61,7% no acumulado de 2020).

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Apesar do recorde de produção em solo brasileiro e americano, a APAS destaca que a demanda chinesa pela soja é muito alta devido à necessidade de o país reconstruir o rebanho de suínos, que necessita da soja para se alimentar. “A exportação do grão ocasiona a escassez no mercado interno, o que aumenta o custo na produção do óleo e eleva o preço do produto. Acreditamos que o cenário não deve mudar até o início de 2021, para quando está previsto um aumento da safra”, explica o presidente da APAS, Ronaldo dos Santos.

Como esperado, pelo nono mês seguido, o aumento no arroz foi de 16,9% em setembro e acumula 47,04%. O leite, que desde março segue em alta, em setembro atingiu 7,26%, somando, em 2020, 37%. Como consequência, os produtos derivados também sofreram aumentos, como 7,73% na muçarela, 5,8% no queijo prato e 5,28% no leite condensado.  Já o feijão registrou uma queda de 1,78%.

O levantamento da APAS destaca que os reflexos do atual cenário econômico brasileiro acabam se refletindo também nos cortes de carnes mais populares. Contrafilé, acém e coxão duro tiveram um expressivo aumento na demanda e subiram 7,81%, 6,68% e 9,7%, respectivamente. O principal motivo também vem da China. Diante da dificuldade de não conseguir repor o rebanho suíno afetado pela peste africana, o país tem comprado direto dos frigoríficos brasileiros, que permanecem com o aumento de preços motivados pela venda em dólares. E a exportação da soja afeta também o mercado de proteína animal no formato da ração, representando de 70 a 80% do custo de produção dos animais. O reflexo disto é o aumento – apenas no mês de setembro – de 4,77% na carne bovina, 6,96% na suína e 1,67% no frango.

Até setembro, a inflação geral no setor varejista alimentar acumulada em 2020 é de 8,3%. Em 2018 e 2019, para todo ano o saldo foi 4,33% e 5,73%, respectivamente. “O aumento do desemprego e as dificuldades de renda do brasileiro refletem nas escolhas do consumidor, que sente esta inflação causada por um cambio desvalorizado frente ao dólar. A APAS segue conversando com toda a cadeia de abastecimento e solicitando aos supermercadistas que apenas repassem aos consumidores os aumentos provenientes dos produtores”, ressalta Ronaldo dos Santos.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

Fonte: APAS/FIPE

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