A Polícia Civil de Marília apura uma nova denúncia de possível crime ambiental envolvendo um condomínio de alto padrão localizado na zona leste do município.
O registro foi feito pela Delegacia Eletrônica após moradores encontrarem aves feridas, com marcas que indicam perfurações provocadas por disparos de arma de chumbinho. A situação teria se repetido em diferentes momentos, levantando suspeitas entre os condôminos.
De acordo com a ocorrência, uma das aves — possivelmente um pombo — foi localizada caída no interior do condomínio, situado na rua Santa Helena. O animal apresentava um ferimento na região do tórax, compatível com a entrada de um projétil, embora não houvesse sinais evidentes de colisão.
O caso não seria isolado. Em novembro, um gato pertencente a uma moradora também teria sido atingido por um disparo semelhante na pata, fato que exigiu intervenção cirúrgica e motivou o registro de um boletim de ocorrência na ocasião.
Conforme apurado, a situação foi comunicada à administração do condomínio e causou revolta entre os moradores, que alertam para o perigo tanto aos animais silvestres e domésticos quanto às pessoas que frequentam o local. A área é cercada por vegetação, o que aumenta a circulação de animais e, consequentemente, os riscos.
Além do aspecto ambiental, há preocupação com a segurança de crianças, moradores e visitantes. A conduta pode se enquadrar como infração penal, conforme previsto na legislação vigente.
Controle de infestação
A legislação federal proíbe a morte ou maus-tratos a pombos, classificados como animais silvestres. Ferir ou matar essas aves configura crime ambiental, nos termos da Lei nº 9.605/1998.
Em casos de infestação, o controle deve ser feito exclusivamente por métodos não letais, como ações de afastamento, manejo adequado do ambiente e prevenção de ninhos, sempre com orientação técnica de empresas especializadas.