Polícia Civil investiga caso de bullying contra aluno com TEA em escola estadual de Marília

Foto: Divulgação

A Polícia Civil está apurando um episódio de possível bullying registrado recentemente na Escola Estadual Antônio Augusto Netto, localizada no bairro Parque São Jorge, na zona sul de Marília. A denúncia foi feita pela responsável de um aluno de 14 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que cursa o 1º ano e, segundo relato, estaria sendo alvo de atitudes hostis por parte de dois colegas do sexo feminino e um do sexo masculino.

Conforme informações obtidas, o estudante vem enfrentando situações frequentes de intimidação dentro da sala de aula. Entre os comportamentos relatados estão a utilização de apelidos ofensivos e ações que teriam como objetivo constrangê-lo emocionalmente.

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Em um dos episódios, um dos envolvidos teria agredido o adolescente com tapas no braço durante a aula, numa tentativa de provocar reação. A mãe informou às autoridades que o filho não conta, até o momento, com suporte especializado no ambiente escolar, o que, na visão dela, contribui para sua exposição a esse tipo de situação.

Ainda segundo o boletim, o abalo emocional causado pelos episódios teria levado o jovem a apresentar uma crise comportamental dentro da escola, ocasião em que acabou danificando um teclado da unidade. A direção teria comunicado a família sobre a possibilidade de aplicação de sanções disciplinares, incluindo suspensão.

A responsável também relatou que o filho demonstra resistência em retornar às aulas após os acontecimentos.

O caso foi formalizado como ato infracional semelhante ao crime de intimidação sistemática, previsto na legislação.

Em posicionamento oficial, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília declarou não tolerar qualquer forma de bullying ou discriminação, seja dentro ou fora do ambiente escolar.

O órgão informou que a equipe gestora acolheu o estudante, entrou em contato com a responsável e convocou os responsáveis pelos demais alunos envolvidos para tratar das providências necessárias.

A URE destacou ainda que a família foi orientada a apresentar o laudo médico de TEA, permitindo à escola adotar medidas adequadas, como a disponibilização de um profissional de apoio, caso indicado.

Por fim, foi informado que um psicólogo do programa Conviva SP foi designado para prestar atendimento ao aluno, enquanto a equipe regional dará suporte à escola, com foco na promoção de um ambiente mais seguro e na melhoria da convivência entre os estudantes.

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