O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou uma operação de fiscalização em indústrias alimentícias na região de Marília, que foi finalizada nessa sexta-feira (24). Foram fiscalizados 224.015 quilos de amendoim e 12.400 quilos foram suspensos de comercialização e processamento e apreendidos por estarem contaminados por aflatoxina.
De acordo com o órgão, o lote chegou a níveis de aflatoxina a 2,5 vezes o máximo autorizado pela legislação brasileira. As indústrias não foram identificadas e estão sujeitas à multa que pode chegar a até R$532 mil, quatro vezes o valor comercial da carga.
Foi aplicado um teste rápido nas amostras para detectar a aflatoxina, que consiste em triturar o material e aplicar um reagente, que indica no marcador se há contaminação ou não. Os amendoins com irregularidades foram suspensos para que produtos como pés de moleque, pastas de amendoim, amendoim japonês, paçocas e outros alimentos não fossem elaborados com o material contaminado por aflatoxina.
A substância está presente naturalmente nos amendoins, porém, se existente em quantidade e da frequência do consumo pode comprometer a saúde do consumidor. No Brasil, qualquer amendoim comercializado ou processado pode apresentar no máximo 20 partes por bilhão de aflatoxinas totais, que é a quantidade considerada segura para consumo.
Todas as empresas que beneficiam o amendoim para comercialização precisam seguir um rigoroso sistema de garantia de qualidade em todos os seus processos de preparação. Isso visa assegurar que o alimento esteja dentro do padrão higiênico sanitário exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
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