No mês do aniversário, Amor-Exigente de Marília contabiliza 90 mil atendimentos em seus 35 anos

No mês de aniversário, a AMAE (Associação Mariliense de Amor-Exigente) contabiliza 90 mil atendimentos em seus 35 anos. A primeira reunião aberta à população ocorreu em 1991 e, desde então, os encontros presenciais foram ininterruptos. Exceto pelo período pandêmico, que deixou a sequela da subutilização da proposta, esvaziando a sede da entidade, mesmo em uma sociedade com alta prevalência de adoecimento emocional e sofrimento psíquico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem com algum transtorno mental, o que representa um em cada oito indivíduos, com prevalência de ansiedade e depressão. Enquanto isso, a sede do Amor-Exigent, em Marília comemora o aniversário de 35 anos, mas lamenta que a população não esteja aproveitando todo potencial do trabalho, que é fundamentado, 100% gratuito e totalmente voluntário.

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A cofundadora da AMAE, Vera Gelás, ressalta os aproximadamente 90 mil atendimentos em toda história da associação, mas acrescenta que isso não é tudo. “Ao longo desses anos ainda atendemos pais nas escolas, funcionários em indústrias e a população em geral, durante as divulgações nas cidades da região, o que eleva esse número. Tem sido um trabalho compensador; cremos ter ajudado muitas famílias a se reestruturarem e muitos jovens a encontrarem seus caminhos de realização pessoal. E nós, voluntários, também fomos ajudados porque este trabalho é de mútua ajuda”, destacou.

Contudo, a preocupação se volta para os últimos quatro anos, em que a associação vivencia as “sequelas” da Covid. “Nosso salão, que, antes da pandemia, tinha média de cem pessoas por segunda-feira (dia de atendimento à população), foi esvaziado, com um número muito menor de presença”, mencionou a cofundadora.

Sequela da pandemia

Vera Gelás alertou que o costume de ficar em casa e buscar ajuda digital impactou diretamente na AMAE. Porém, o trabalho presencial é inigualável. “O olho no olho, o abraço fraterno, o jogo de espelho que ocorre quando um se enxerga na colocação do outro, o respeito que se estabelece, a amizade que nasce. O Amor-Exigente precisa de atuação presencial para que as pessoas colham bons frutos de nossa semeadura”.

Entre as incontáveis pessoas que a AMAE já ajudou está Elizabete Bueno Lemes: “Conheci o Amor-Exigente há 15 anos através de duas voluntárias e frequentei a AMAE semanalmente por mais de um ano. Eu ia sozinha para buscar acolhimento e orientação. E fiz as tarefas porque é preciso se dispor e colocar as estratégias em prática. Não foi fácil, porque uma coisa é sofrer, se omitindo diante dos problemas. E outra bem diferente é sofrer, mas encontrar forças e, com a técnica correta, tentar mudar as relações e comportamentos que estão gerando sofrimento”, considerou.

A AMAE segue todos os preceitos do Amor-Exigente, programa com espiritualidade pluralista, criado em 1984 pelo padre Haroldo Rahm, conhecido como Padre Alegria, falecido em 2019. Em Marília, a associação completou 35 anos no último dia 15 de abril. As reuniões são semanais para o público em geral, toda segunda-feira às 20 horas. A sede está localizada na rua Maria Angelina Zillo Vanin, 75, Jardim Estoril, atrás do Bosque, na zona leste da cidade. Basta comparecer. Crianças e adolescentes também contam com trabalhos de apoio específicos.

O Amor Exigente tem 12 princípios éticos e 12 básicos que sustentam sua atuação, voltada às pessoas que lidam com todo tipo de vício ou comportamento inadequados em suas relações, gerando sofrimento. Os participantes são recepcionados e conduzidos ao salão principal para uma palestra. Na sequência, eles se dividem em pequenas salas de acordo com o perfil e a necessidade. Os voluntários são capacitados e atualizados e uma das premissas fundamentais é o sigilo: “O que você fala aqui; o que você ouve aqui; quem você vê aqui; aqui permanece”.

“Foi maravilhoso ter frequentado o Amor-Exigente. A minha religiosidade revigorava minha alma. E no Amor-Exigente eu revigorava o meu propósito. O ideal seria frequentarmos também preventivamente, não só diante de problemas”, completou Elizabete Lemes.

“O Amor-Exigente nos ensina a observar, a pensar antes de falar, a respeitar o outro e a sermos respeitados. Feliz daquele que conhece a proposta e passa a praticá-la”, enalteceu a cofundadora.

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