Mulher morre em Marília com suspeita de chikungunya e caso aguarda confirmação por exames

Santa Casa de Marília

Uma mulher de 46 anos foi enterrada na manhã desta segunda-feira (13) no Cemitério da Saudade, em Marília, com suspeita de ter contraído chikungunya. Edneia Aparecida Cristino Silva faleceu no sábado (12), após permanecer internada desde o dia 9 de abril na Santa Casa de Misericórdia de Marília. O caso segue sob análise das autoridades de saúde e aguarda confirmação por exames laboratoriais.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a paciente apresentava histórico de consumo de álcool e tabagismo. O primeiro atendimento ocorreu em 23 de março, na UPA Sul, após quatro dias de febre acompanhada de nódulos nas regiões do pescoço e da virilha. Na ocasião, ela foi medicada, realizou exames e recebeu orientação para acompanhamento na rede básica.

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Três dias depois, em 26 de março, voltou a procurar atendimento relatando aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, além de febre, dores no corpo e manchas na região do tórax. Foi avaliada, submetida a teste rápido — com resultado negativo — e teve novos exames laboratoriais solicitados.

No dia seguinte, retornou com febre de 38,2°C e foi novamente encaminhada à UPA. Já no dia 29, passou por outro atendimento, informando ter sido diagnosticada com chikungunya dias antes, segundo relato próprio. Com sintomas como febre e dor de cabeça, recebeu medicação e foi liberada.

Em 31 de março, procurou novamente a unidade com queixa de febre, mas sem alteração registrada no momento do atendimento. No dia 1º de abril, voltou apresentando cansaço, falta de apetite e mal-estar. Exames já haviam descartado dengue, mas indicaram alterações em parâmetros do fígado.

No dia 9 de abril, a paciente retornou à UPA Sul com quadro de inapetência. Na ocasião, profissionais levantaram a suspeita de comprometimento renal e hepático possivelmente relacionado a arbovirose. Familiares relataram que ela teria testado positivo para chikungunya, porém, segundo a Secretaria da Saúde, não há registro oficial desse exame.

Ainda naquele dia, Edneia foi internada na Santa Casa com sintomas como febre, fraqueza, dores articulares e redução no número de glóbulos brancos. Ela morreu três dias depois, com a causa ainda dependendo de confirmação laboratorial.

O óbito foi comunicado ao Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), responsável pelo monitoramento epidemiológico. O resultado dos exames deve ser divulgado em até dez dias.

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue, zika e febre amarela, o que pode dificultar a identificação inicial devido à semelhança dos sintomas.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde indicam que, entre janeiro e início de abril de 2026, o estado de São Paulo registrou 2.941 notificações da doença em 211 municípios. Desses casos, 497 foram confirmados, com média de seis diagnósticos por dia.

Nas últimas semanas analisadas, foram confirmados 34 casos em dez cidades. Até o momento, dois óbitos foram registrados na região de Araçatuba. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve queda significativa nas notificações, confirmações e mortes.

Em Marília, o balanço atual aponta um caso confirmado, três considerados prováveis, dois em investigação, sete descartados e nenhum óbito oficialmente confirmado até agora.

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