Investigações do Ministério Público Estadual, através do CAEX (Centro de Apoio Operacional à Execução), apontaram superfaturamento na compra de milhares de pares de tênis escolares pelo prefeito Daniel Alonso. O inquérito foi aberto pelo promotor Oriel da Rocha Queiroz.
Dados, dão conta que os calçados foram adquiridos de uma empresa do Rio Grande do Sul e com preços superfaturados e, conforme dados do Ministério Público, resultaram em danos de quase meio milhão aos cofres da Prefeitura.
Os tênis são apenas um item dos materiais escolares, agora também sob a mira das investigações. Para o ex-prefeito Abelardo Camarinha, agora é preciso calcular quanto foi gasto em itens como: mochilas, bermudas, calças, camisetas e kits de material escolar.
A DENÚNCIA
“Os produtos adquiridos pela Prefeitura de Marília estão com preços superiores aos praticados no mercado”, cita a denúncia. Os autos apontaram que produtos semelhantes aos comprados pela Prefeitura de Marília foram adquiridos pela Prefeitura de Paulínia por R$ 34,77, enquanto a Prefeitura de Marília pagou pelo mesmo produto R$ 55,50, “gerando prejuízos aos cofres públicos”.
Cita ainda, que a empresa vencedora do pregão aberto pela Prefeitura de Marília, a Zeraph Comércio de Calçados Eireli EPP, de Canelas (RS), é sócia de uma outra empresa (a Legend Comércio e Serviços Empresarial) e ambas apresentaram os menores preços no mesmo Pregão, em Marília. As duas empresas formam o consórcio ZL Consórcio de Fornecimento de Tênis, que venceu um Pregão em Osasco (SP).
Outro ponto denunciado é que o pregão presencial realizado pela Prefeitura de Marília restringiu a competitividade do certame ao exigir a apresentação de amostras personalizadas, juntamente com diversos laudos de laboratórios acreditados pelo Inmetro no prazo exíguo de 20 dias úteis, dificultando o comparecimento de mais empresas na licitação.
Segundo Camarinha, esse é só mais um dos escândalos do atual governo. “Existem outros contratos suspeitos, além das compras para a educação, a obra do esgoto e o transbordo do lixo. Contratos que são aferidos e conferidos pelos diretores da Casa Sol, que são duas vezes subordinados ao prefeito Daniel Alonso”.
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Fonte: ASSESSORIA ABELARDO CAMARINHA