Uma médica foi vítima de agressão na noite de quinta-feira (26), dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona norte de Marília. A ocorrência envolveu uma jovem de 21 anos e exigiu a intervenção da Polícia Militar. A suspeita é de que o desentendimento tenha sido motivado pela recusa na emissão de um atestado médico.
Conforme informações apuradas, a profissional, de 31 anos, realizava atendimentos de rotina quando recebeu a paciente. Após a avaliação, foi indicada a aplicação de medicação injetável como parte do tratamento.
A jovem, no entanto, não aceitou o procedimento. Testemunhas relataram que ela afirmou não ter interesse na medicação, dizendo que procurava apenas um atestado, alegando ausência no trabalho naquele dia.
Diante disso, a médica explicou que não havia justificativa clínica para conceder o documento solicitado e, seguindo os protocolos, disponibilizou apenas uma declaração de comparecimento.
A negativa teria gerado revolta na paciente, que passou a se alterar ainda dentro da unidade. Segundo o registro policial, ela proferiu ofensas contra a médica e, em seguida, avançou fisicamente contra a profissional.
Durante a confusão, a jovem — que estava acompanhada do namorado — teria empurrado a vítima e levado as mãos ao seu pescoço. Funcionários e um segurança intervieram rapidamente e conseguiram conter a situação até a chegada da Polícia Militar.
A paciente foi conduzida à delegacia, assim como a médica. O caso foi registrado como vias de fato, ameaça e injúria, podendo haver desdobramentos judiciais mediante representação da vítima.
Nota da unidade
Em comunicado oficial, a administração da UPA Norte informou que houve prescrição de medicamento durante o atendimento, mas a paciente recusou o tratamento e insistiu apenas na obtenção de atestado. A equipe esclareceu que, nessas circunstâncias, é permitido fornecer somente a declaração de comparecimento.
Ainda segundo a unidade, a jovem apresentou comportamento alterado, sendo necessária a atuação da equipe de segurança. Em um segundo momento, ao reencontrar a médica em um corredor, a paciente retomou a discussão, que acabou evoluindo para agressão física, com o uso de um capacete.
A Polícia Militar foi acionada e levou as envolvidas até a Central de Polícia Judiciária, onde a ocorrência foi formalizada. O caso será investigado.
Por fim, a UPA Norte destacou que não tolera qualquer tipo de violência contra seus profissionais e reafirmou o compromisso com a integridade de todos dentro da unidade, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.