Júnior Guedes esclarece onde podemos economizar nesse final de ano

Se tá difícil equilibrar as contas para quem é organizado, imagine então você que não sabe nem por onde começar. Pensando nisso conversamos com o Economista Júnior Guedes para poder entender onde erramos tanto.

Guedes afirma que os pequenos gastos são os que mais descontrolam nosso orçamento familiar. “Na verdade o grande descontrole orçamentário reside nos pequenos gastos, como lanches, bebidas, cigarros e gasolina por exemplo, essas despesas que não são previsíveis durante o mês é que tornam o “ralo” do consumo fora de controle, pois são feitos na maior parte por impulso e não entram na lista de despesas quando o mês se inicia, e quando nos damos conta, esses pequenos valores somados representam até 40% das receitas de um trabalhador dependendo da sua remuneração.  O BRASILEIRO em sua maioria, não tem o hábito de relacionar as contas do mês em uma planilha, mas seria importante pelo menos uma vez no ano, fazer uma relação de TODOS os gastos do mês em um caderno (inclusive os muito pequenos), e avaliar ao final desse mês, o que pode ser pelo menos reduzido para os próximos meses, isso já é um começo, já que o consumo é muito parecido em todos os meses do ano”. Explicou Guedes.

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Mesmo entendendo todos os gastos, o desperdício do brasileiro é um dos maiores do mundo, você sabe como evitar esses desperdícios do dia-a-dia? “É bom a gente entender que tudo que é produzido no Brasil, em média 30% é desperdiçado, e isso vai de alimento até construção civil, portanto o desperdício é um triste hábito nacional.  Sem dúvida a má utilização do carro e moto e a também da energia elétrica domiciliar e gás de cozinha são os principais geradores de desperdícios nas famílias.  Com a crise, esses fatores tiveram grande aumento de preços, e racionalizar pelo menos esses itens já ajudaria e muito, no orçamento familiar.  Cozinhar uma única vez no dia, desativar bocais de lâmpadas onde já existe uma funcionando, banhos mais rápidos e racionalizar a utilização do carro para saídas onde irá se resolver mais de um assunto no comércio, irá gerar economias incríveis no seu orçamento”. Indicou o economista.

No quesito alimentação podemos evitar gastos extras tomando algumas medidas básicas. “Sem dúvida a pesquisa é única arma do consumidor para evitar inflação de preços. Há empresas que não reajustam os preços de forma automática como as mercearias de bairro por exemplo.  Fazer uma única compra durante o mês é um fator que ajuda muito a não consumir de forma impulsiva, pois é inegável que a cada ida ao supermercado, consumimos coisas supérfluas e que somadas acabam por estourar o orçamento, nesse caso, menos ida ao supermercado é igual a menos consumo supérfluo, principalmente alimentos, e isso é economia na certa.

Fora os hábitos cotidianos existem outras maneiras de economizar em seu orçamento. “Economizar dinheiro não é um ato financeiro, e sim um ato de bom senso, existe uma força poderosa de Marketing que induz as pessoas a consumir de forma desenfreada, alimentos, vestuário e até lazer, e isso não pode deixar de ser considerado, se você não consumir, você não é socialmente aceito, segundo essa “força”, você tem que viajar, tem que trocar de celular e de carro todo ano, e ainda arrumar recursos financeiros para pagar as contas fixas da casa.  Parece óbvio que essa grande armadilha consumista é formada em sua grande maioria por coisas extremamente adiáveis ou desnecessárias, e está justamente aí a possibilidade de economia, você tem que ser honesto com você mesmo e se perguntar: “Afinal, o que estou comprando durante o mês é desejo ou necessidade?” Se a maior parte do consumo for desejo, é hora de você reavaliar seus hábitos, ou você correrá o sério risco de todo dinheiro que ganhar seja insuficiente, até mesmo que seu salário dobre de valor, pois os desejos são infinitos, o dinheiro não”. Finalizou Júnior Guedes.

Essas são algumas maneiras de identificar os gargalos no orçamento familiar e doméstico. Se seus gastos supérfluos são feitos diariamente, chegou a hora de pisar no freio pois a crise financeira se intensifica a cada dia e o início do ano que se aproxima traz grandes gastos fixos e podem prejudicar seu orçamento durante todo o ano.

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