Itália muda lei de cidadania e restringe direito a documento somente para filhos e netos

O governo da Itália anunciou, nesta sexta-feira (28), uma reforma na legislação de concessão de cidadania por descendência (ius sanguinis), limitando o direito apenas a filhos e netos de cidadãos italianos de nascimento.

Com a nova regra, aqueles que possuem bisavós ou parentes mais distantes nascidos na Itália deixarão de ter direito à cidadania italiana.

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O governo destaca que a mudança tem como objetivo reduzir solicitações consideradas abusivas, especialmente provenientes da América do Sul, onde muitas pessoas se valem da legislação vigente para requerer a nacionalidade italiana.

Além da restrição de gerações, a proposta prevê um aumento na taxa para obtenção da cidadania, que pode chegar a 700 euros. O alto volume de solicitações tem sobrecarregado os órgãos responsáveis pelo processamento dos pedidos, especialmente em cidades menores.

Principais mudanças

Netos de italianos – Quem tem pelo menos um avô nascido na Itália continuará podendo solicitar a cidadania.
Bisavós e gerações anteriores – Pedidos baseados em ancestrais mais distantes deixarão de ser aceitos.
Maior rigor na análise de documentos – Haverá um controle mais rígido para evitar fraudes nos processos de reconhecimento.

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