Um homem de 31 anos acabou detido em flagrante na madrugada desta quinta-feira (19), após ser acusado de ameaçar a companheira com uma faca e jogar acetona sobre ela, em uma residência no bairro Alto Cafezal, na zona oeste da cidade. Conforme a ocorrência, houve resistência no momento da abordagem policial.
De acordo com informações registradas no boletim, a Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada pouco antes da 1h para atender a denúncia. A vítima, de 35 anos, relatou aos policiais que manteve um relacionamento em união estável com o suspeito por aproximadamente 17 anos. O casal tem dois filhos, e o homem trabalha como açougueiro.
Segundo o relato da mulher, durante um desentendimento, o companheiro teria arremessado acetona em seu braço esquerdo e, em seguida, ameaçado atear fogo utilizando um isqueiro. Ainda conforme a denúncia, ele pegou uma faca e passou a intimidá-la, afirmando que poderia matá-la.
Abordagem e detenção
Os policiais localizaram o suspeito do lado de fora do imóvel. Conforme descrito no registro oficial, ele não atendeu à ordem para soltar a faca, sendo necessária a intervenção da equipe. Houve inclusive tentativa de uso de arma de incapacitação elétrica para contê-lo.
Mesmo assim, o homem conseguiu escapar momentaneamente. Pouco depois, retornou ao imóvel e se trancou em um cômodo nos fundos da casa, onde acabou capturado.
Encaminhado ao plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ), ele prestou depoimento. Alegou que realizava uma “experiência com acetona” e que a discussão teria começado após a companheira presenciar a situação. Também declarou que estava com a faca com a intenção de tirar a própria vida, negando que tivesse objetivo de ameaçar a mulher ou confrontar os policiais, embora tenha admitido que não obedeceu à ordem para largar a arma branca.
O caso foi enquadrado como violência doméstica com base na Lei Maria da Penha, além dos crimes de ameaça e desobediência. O investigado permaneceu preso, e a solicitação de prisão preventiva foi encaminhada ao Judiciário, que irá decidir sobre a manutenção da custódia.