Funcionários da Grande Marília fazem greve e deixam população na mão

Na manhã desta terça-feira (23) os marilienses foram surpreendidos com a paralisação dos motoristas e cobradores da empresa de transporte público Grande Marília. A greve afetou grande parte da cidade, deixando milhares de trabalhadores sem o transporte coletivo.

Por meio de nota a direção da empresa alegou que a tarifa de ônibus está congelada desde março de 2019, prestes a completar dois anos e que “lamenta a paralisação”. A nota diz ainda que a empresa “não recebeu nenhum auxílio emergencial da Prefeitura durante o período de pandemia e tão pouco uma avaliação quanto ao pedido de reajuste já protocolado, não há mais fluxo de caixa para o pagamento dos salários. Sem o auxílio da Prefeitura não temos como haver previsão para o pagamento.”

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Prefeito Daniel Alonso

O Prefeito de Marília, Daniel Alonso, diretamente da Câmara dos Deputados, se manifestou sobre a greve dos profissionais por meio de uma live em suas redes sociais ainda nesta manhã. Ele está em Brasília para cumprir uma agenda de reuniões com Ministros e Secretários em busca de recursos para a cidade e afirmou estar surpreendido com a notícia da paralisação.

“Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que isto não é um problema da Prefeitura, é um problema da empresa com seus funcionários,  da empresa e suas obrigações, principalmente de pagar os salários de seus funcionários. Em segundo lugar, nós reconhecemos que com a pandemia as empresas de transporte coletivo vem sofrendo muito, isso é fato. Desde março, as duas empresas de transporte coletivo de Marília vem nos procurando em busca de ajuda, de subsídios e isso significa que a Prefeitura teria que cobrir os prejuízos dessas empresas para que elas pudessem operar.”

O Chefe do Executivo continuou explicando que mesmo com a dificuldade, ele não poderia retirar recursos de outros setores como, saúde, educação, asfalto, água e esgoto para transferir para as empresas.

“Essa é uma das razões pela qual estou aqui em Brasília, buscar uma solução para o déficit das empresas de transporte coletivo, que nós entendemos ser a nível nacional, todas as cidades estão enfrentando problemas com esse desiquilíbrio por conta da queda dos usuários. Quem sabe o governo federal possa nos ajudar com isso, por isso estamos aqui.”

Daniel Alonso falou ainda sobre a reivindicação das empresas para aumentar a tarifa do transporte coletivo para R$6,50 e afirmou estar contra esse aumento.

“Eu não posso admitir uma tarifa neste valor. Sabemos que a população de Marília, aliás do Brasil todo, vem sofrendo muito com desemprego e inflação. A situação está muito difícil e nós não podemos permitir esse aumento. Mas estamos conversando sobre isso com as empresas, fizemos uma reunião com a diretoria em busca de uma solução. Mas essa solução não pode recair sobre os recursos da Prefeitura que já estão escassos e também não pode cair nas costas da população”, afirmou o prefeito.

“Agora esperamos que a empresa resolva essa pendência com seus colaboradores e que voltem a trabalhar o quanto antes. Sob o risco de suspendermos esse contrato e chamarmos outra empresa para trabalhar em nossa cidade. Peço encarecidamente que a empresa repense essa questão do pagamento de seus funcionários e dê fim a essa greve”, finalizou Daniel Alonso.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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