Esquema ilegal de remédios para emagrecimento leva professora à prisão em flagrante na zona oeste

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma mulher de 32 anos foi detida em flagrante na manhã desta terça-feira (24), suspeita de armazenar e comercializar medicamentos sem autorização dos órgãos de vigilância sanitária. A ação foi realizada por investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) em um apartamento situado na zona oeste da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, o cumprimento de um mandado de busca e apreensão ocorreu em um imóvel localizado no bairro Vereador Eduardo Andrade Reis, nas proximidades do Cavallari. Por volta das 6h30, os agentes chegaram ao local com a ordem judicial e surpreenderam a moradora, identificando um esquema de venda de produtos voltados à perda de peso, incluindo substâncias à base de tirzepatida, frequentemente associadas ao medicamento conhecido como “Mounjaro”.

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Durante as buscas, foram encontrados nove frascos de substâncias que atuam no controle do apetite, digestão e níveis de insulina. Além disso, os policiais apreenderam diversos anabolizantes, como testosterona, oxandrolona, nandrolona e metandrostenolona, disponíveis tanto em comprimidos quanto em versões injetáveis. Parte do material estava guardada na geladeira, enquanto o restante foi localizado em uma caixa na sala do imóvel.

No local também foram recolhidas 66 seringas, um caderno com anotações que podem indicar a comercialização dos produtos e um telefone celular. Segundo os investigadores, há indícios de que os medicamentos eram vendidos de forma irregular.

Ainda conforme a polícia, a mulher inicialmente negou possuir os itens, mas acompanhou toda a vistoria. Ela afirmou que parte dos produtos seria destinada ao uso pessoal e que os anabolizantes pertenciam ao companheiro, que não estava presente no momento da operação.

O homem também passou a ser investigado por possível envolvimento na venda dos medicamentos, porém ainda não havia sido localizado até o registro da ocorrência.

A Polícia Civil informou que os produtos apreendidos não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que impede sua comercialização no país devido aos riscos à saúde.

A suspeita, que é professora, foi autuada em flagrante com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação ou comercialização irregular de produtos medicinais. A pena prevista pode ultrapassar quatro anos de prisão, razão pela qual não foi concedida fiança na delegacia.

Ela permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia, e as investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.

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