Comerciantes fazem protesto em frente à Prefeitura contra interdição do Camelódromo; Reunião define novo acordo para resolver o problema

MANIFESTAÇÃO DO CAMELÓDROMO

Diversos comerciantes que trabalham no Camelódromo de Marília iniciaram na manhã desta terça-feira (11), uma manifestação em frente à Prefeitura Municipal, no Centro de Marília. Os donos dos boxes alegam que a Administração Municipal teria virado as costas para eles e os abandonado durante este momento de incertezas sobre o futuro do centro de comércio popular da cidade.

Os manifestantes estão no local com cartazes com frases de protesto e levaram até mesmo a placa da obra que estava instalada no Camelódromo. Alguns comerciantes alegam que a Prefeitura tem jogado a responsabilidade para cima deles e que em diversas reuniões eles haviam sido informados de que não seriam prejudicados, mas que isso não tem acontecido.

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Os donos dos boxes do camelódromo cobram da Administração Municipal, as reformas que poderiam evitar a interdição determinada pela Justiça para o local. Eles alegam ainda que a Prefeitura deveria ter investido em 2011, o valor de R$581,6 mil, para realizar o projeto técnico de segurança contra incêndios no local, mas que isso não teria acontecido.

Reunião

Uma reunião de aproximadamente duas horas entre uma comissão representativa dos 180 camelôs do Camelódromo de Marília, o prefeito Daniel Alonso e assessores, foi realizada ainda na manhã desta terça-feira (11) na Prefeitura, em que foi acordado que as adequações exigidas pela Justiça no centro comercial poderão ser feitas sem a necessidade de desocupação do local.

No entanto, essa possibilidade depende ainda de autorização da Justiça, que previamente determinou a interdição e desocupação do espaço em um prazo de 30 dias.

O prefeito decidiu enviar o procurador-geral do Município, Ricardo Mustafá, juntamente com um representante dos camelôs, ao Fórum de Marília na tarde de hoje, para se reunirem com a juíza Paula Jacqueline de Oliveira, da 1ª Vara Cível da Justiça de Marília. A intenção é solicitar a permissão para prorrogar o prazo de desocupação.

“Já foram atendidas várias exigências de segurança no Camelódromo de acordo com as determinações do Corpo de Bombeiros. Existe a possibilidade de concluir o restante das adequações sem a necessidade de desocupação”, explicou Mauro Abreu, diretor de Imprensa da Prefeitura, que também participou da reunião.

Além disso, ficou acordado também que os camelôs devem se organizar em um condomínio e, após as adequações serem concluídas, não poderão mais ser permitidas construções irregulares e atividades que não estejam em conformidade com os padrões de segurança no local, como o uso de encanamentos de gás e ligações elétricas clandestinas. Dessa forma, será preservado o projeto original do camelódromo, que atualmente conta com 180 boxes.

Por fim, leia mais O Mariliense

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