Casas Bahia anuncia plano de redução de estoque com fechamento de até 100 lojas e corte de 6 mil funcionários

LOJA CASAS BAHIA

Nessa quinta-feira (10), a Via, empresa controladora das renomadas marcas Casas Bahia e Ponto (antigo Ponto Frio), revelou um novo plano estratégico que abrange o fechamento de até 100 lojas durante o ano de 2023, além da eliminação de 6 mil postos de trabalho.

A empresa planeja uma redução significativa de estoques, com previsão de diminuição de até R$ 1 bilhão neste ano. Também estão previstas mudanças no processo de captação de recursos para financiar seu sistema de crediário, uma forma de pagamento oferecida a seus clientes.

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Renato Horta Franklin, presidente da Via, explica que a empresa já deu início à redução de sua rede de lojas. A estratégia visa encerrar de 50 a 100 pontos que operam com prejuízo, ao mesmo tempo em que ocorre a redução de funcionários.

Em relação aos canais de venda, a Via planeja migrar a comercialização de produtos com menor margem de lucro, especialmente itens de menor valor, para sua plataforma de comércio eletrônico (marketplace). O objetivo é reduzir os níveis de estoque, buscando atingir a meta de R$ 1 bilhão em redução.

A reestruturação da empresa ocorre após mudanças na alta administração durante o segundo trimestre. A Via visa maximizar o potencial de lucro de sua plataforma já estabelecida, abandonando a estratégia de crescimento intensivo.

A companhia também planeja reduzir seus investimentos (capex) em até 40% em relação a 2022. Com as mudanças operacionais implementadas, a Via estima um lucro líquido antes de impostos de até R$ 1 bilhão, embora uma data específica para essa realização ainda não tenha sido determinada.

A nova gestão da Via também planeja fortalecer sua estrutura de capital, incluindo alterações na captação de recursos. Atualmente, metade do crédito da empresa está relacionada aos crediários. O plano é transferir parte dessa carteira para o mercado de capitais por meio de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) e cessão da carteira de crediário ao FIDC.

A Via anunciou seu engajamento com o Banco BTG Pactual e a Polígono Capital para a estruturação do primeiro FIDC, com potencial emissão de até R$ 1,5 bilhão em cotas desse fundo.

Adicionalmente, a empresa continuará a monetizar créditos fiscais, esperando gerar R$ 2,5 bilhões em 2023. A empresa almeja ainda gerar mais R$ 500 milhões por meio de monetização de outros ativos, como operações de “sale and leaseback”.

Essas mudanças são introduzidas no contexto de um prejuízo trimestral de R$ 492 milhões no período de abril a junho. A Via teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 469 milhões, com queda de 32,1% em relação ao ano anterior. A receita líquida caiu 2,1%, totalizando R$ 7,49 bilhões, com margem bruta de 28,5%. O GMV total bruto permaneceu estável em R$ 11 bilhões, com aumento de 9% no marketplace e queda de 1,2% nas vendas diretas ao consumidor.

Por fim, leia mais O Mariliense

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