A Câmara dos Deputados aprovou, nessa quarta-feira (25), o texto-base do projeto que limita o ICMS a 17% para combustíveis, energia, transporte coletivo e telecomunicações. Foram 403 votos favoráveis e dez contrários, além de duas abstenções. Todos os destaques e emendas que podem alterar o texto foram rejeitados pelos deputados. Agora, o texto será encaminhado ao Senado.
O preço destes produtos e serviços em alguns estados devem reduzir em até 12% — segundo os defensores do projeto —, a medida deve aliviar a inflação e beneficiar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro neste ano de eleição presidencial. Por outro lado, pode diminuir até R$ 83,5 bilhões por ano dos caixas de estados e municípios.
A redução também será aplicada para a querosene de aviação já que vale para combustíveis em geral. Foi incluído no texto uma menção específica para o gás natural ficar sujeito ao teto. Além disso, há ainda uma nova regra para a redução da tributação do diesel neste ano.
Como a proposta considera estes itens essenciais, eles estarão sujeitos a limitação do ICMS. Foi incluído também um dispositivo que prevê uma regra de transição de seis meses para os estados, com compensação em caso de perda de arrecadação, porém os recursos só poderão ser utilizados para abater dívidas com a União.
O projeto foi comandado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com forte apoio do governo federal. Estados foram contra a proposta e se mobilizam para tentar derrubá-la no Senado, recorrer à Justiça ou, em último caso, adiar a entrada para 2024, seguindo uma decisão anterior do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre ICMS.
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