Durante o último fim de semana, uma onda de calor escaldante dominou o país, e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que as altas temperaturas persistirão ao longo da semana, com áreas atingindo marcas acima dos 40°C.
O calor intenso é resultado de uma onda de calor comum nesta época do ano, agravada pela influência do El Niño, fenômeno que eleva as temperaturas dos oceanos. Meteorologistas alertam que esta pode ser uma das ondas de calor mais intensas já testemunhadas.
Nesta segunda-feira (13), o Inmet emitiu alertas de saúde para 15 estados e o Distrito Federal, concentrando-se principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, mas estendendo-se também a estados do Norte, Nordeste e Sul do país.
As temperaturas devem permanecer pelo menos 5ºC acima da média em grande parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste. O Inmet emitiu alertas de “grande perigo” para estados como Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, com validade até as 23h59 da próxima sexta-feira (17).
Em São Paulo, a Defesa Civil declarou estado de alerta diante da previsão de máxima de 37 °C. No Rio de Janeiro, as temperaturas já ultrapassaram os 30°C pela manhã, atingindo 33,7 °C no bairro do Jardim Botânico, com sensação térmica de 48 °C.
Destacando as altas temperaturas, o Inmet revela que São Paulo teve a máxima mais elevada dos últimos nove anos, atingindo 37,1°C no domingo (12). Cidades como Porto Murtinho (MS) e Aragarças (GO) registraram impressionantes 42,3 °C no sábado (11), as mais altas do dia conforme os registros do Inmet. Cuiabá (MT) atingiu 41,3 °C, sendo a capital com a temperatura mais elevada.
O Inmet projeta que as temperaturas máximas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem chegar a 44 °C nos próximos dias, prevendo recordes históricos de calor em várias cidades durante esta semana.
Ainda segundo o Inmet essa tendência é global, corroborada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). A Organização Meteorológica Mundial já identificou que o planeta está vivenciando quatro meses com temperaturas acima da média e uma tendência de terminarmos o ano como o mais quente já registrado desde o início das medições.
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