Após ficar em silêncio por quase dois dias inteiros, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez seu primeiro pronunciamento sobre o resultado das urnas. Bolsonaro foi derrotado por seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições que aconteceu no último domingo (31), com 49,10% dos votos válidos e Lula teve 50,90%.
O discurso do presidente durou pouco mais de dois minutos e sem responder os jornalistas presentes, limitou-se a dizer que cumprirá a Constituição, mas não citou o nome de Lula.
Tradicionalmente no Brasil, os candidatos derrotados sempre ligam para parabenizar os vitoriosos, no entanto até o momento desta edição, Lula não havia sido procurado por Bolsonaro.
Transição de governo
O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira assumiu o microfone, logo após a breve fala de Bolsonaro, e falou sobre a transição de governo.
“O presidente Jair Bolsonaro autorizou, quando for provocado, com base na lei, a iniciarmos o processo de transição”, disse o ministro. A presidente do PT [Gleisi Hoffmann], segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, explicou Nogueira.
Leia o pronunciamento completo do presidente Jair Bolsonaro
Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral.
As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir.
A direita surgiu de verdade em nosso país. Nossa robusta representação no Congresso mostra a força dos nossos valores: Deus, pátria, família e liberdade.
Formamos diversas lideranças pelo Brasil. Nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso. Mesmo enfrentando todo o sistema, superamos uma pandemia e as consequências de uma guerra.
Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais.
Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição.
É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros que, como eu, defendem a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de opinião, a honestidade e as cores verde-amarela da nossa bandeira.
Muito obrigado.
Por fim, leia mais O Mariliense