Bebê prematuro é o primeiro caso de contaminação pelo superfungo Candida auris no estado de SP

bebê internado com superfungo em Campinas

A cidade de Campinas (SP) registrou hoje (7) a confirmação do primeiro caso de contaminação pelo superfungo Candida auris. O paciente é um bebê prematuro que está internado no Hospital da Mulher da Unicamp (Caism) desde o dia 18 de maio.

Esse é o único caso registrado na história de São Paulo, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. O hospital implementou todas as medidas de prevenção e controle, e a Vigilância Sanitária está monitorando a investigação e as ações tomadas.

De acordo com o Caism  o bebê tem apresentado uma boa evolução clínica, apesar das condições associadas à prematuridade e baixo peso, que são comuns em recém-nascidos prematuros e não estão diretamente relacionadas à infecção.

Desde a identificação do caso, o Caism tem realizado uma ampla investigação entre os demais pacientes do hospital, mas até o momento não foram registrados novos diagnósticos positivos para o fungo. Novos rastreamentos estão em andamento para confirmar os resultados preliminares.

Como medida de redução do risco de disseminação do fungo, o hospital adotou precauções de contato no tratamento de bebês que tenham sido atendidos por profissionais com histórico de contato direto com o caso inicial.

Exceto pelo bebê contaminado, as demais crianças em precaução de contato não apresentaram resultado positivo para o fungo, segundo o Caism.

O caso já foi notificado às autoridades sanitárias competentes para inclusão em boletins sobre o assunto. Especialistas afirmam que o Candida auris não representa risco para pessoas saudáveis, mas pode ser fatal para aqueles com sistema imunológico enfraquecido.

O fungo foi identificado pela primeira vez no Japão, em 2009, e desde então se espalhou por diversos países. O Brasil registrou o primeiro caso em 2020, e neste ano houve um surto em Pernambuco.

O Candida auris costuma se alojar em regiões como ouvidos, narinas, axilas e virilhas. Nessa fase, não há sintomas aparentes. No entanto, lesões na pele ou o uso de cateteres hospitalares podem permitir a entrada do fungo no corpo, levando-o à corrente sanguínea e causando infecção. Em casos graves, o fungo pode afetar órgãos como o coração e o cérebro, resultando em febre, calafrios e agravamento de doenças que levaram o paciente ao hospital.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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