Bebê morre durante parto e família denuncia possível negligência médica

Foto:Reprodução/Maternidade Santa Isabel

Um recém-nascido morreu durante o parto na Maternidade Santa Isabel, em Bauru, e a família acusa possível falha no atendimento médico. O caso aconteceu no dia 8 de abril e foi registrado na última sexta-feira (10), com pedido de investigação.

De acordo com o boletim de ocorrência, a gestante estava com 40 semanas e seis dias de gravidez e realizava acompanhamento pré-natal regularmente em Piratininga, onde reside. Nos dias anteriores ao parto, ela passou a ser atendida na unidade hospitalar de Bauru.

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Segundo o relato, na tarde do dia 8 a mulher procurou atendimento após notar que o bebê não se movimentava. Na maternidade, foi identificado um quadro de pressão arterial elevada, o que levou à internação para monitoramento.

Ainda conforme a ocorrência, o companheiro da gestante questionou a equipe sobre a realização de cesariana, mas foi informado de que o procedimento não seria indicado naquele momento, já que ela não estava em trabalho de parto.

A família sustenta que houve recusa na realização da cirurgia e menciona a Lei Estadual nº 17.137/2019, que assegura à gestante o direito de optar pela via de parto a partir da 39ª semana, desde que haja consentimento informado. Já o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo orienta, em nota técnica, que a aplicação da medida deve considerar o início do trabalho de parto, embora essa condição não esteja expressa no texto da lei.

Durante a noite, foi iniciada a indução do parto. Horas depois, ao realizarem a checagem dos batimentos cardíacos, os profissionais constataram a ausência de sinais vitais do bebê. Diante da situação, a gestante foi encaminhada para uma cesariana de emergência, mas a criança já nasceu sem vida.

O sepultamento ocorreu no dia seguinte, no cemitério municipal de Piratininga.

O caso foi registrado como morte suspeita e será apurado pela Polícia Civil para verificar se houve eventual negligência médica.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que lamenta profundamente o ocorrido e determinou a abertura de investigação interna, com análise detalhada do atendimento prestado. A pasta afirmou ainda que, caso sejam identificadas irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas.

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