Um bebê de 11 meses ficou ferido após sofrer queimaduras durante o banho em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Jaú (SP). A ocorrência foi registrada na unidade Vereador Paulo Gambarini. Diante do caso, a Prefeitura informou que a funcionária envolvida deixou o cargo e que foi instaurada uma sindicância para apurar as circunstâncias do ocorrido.
O episódio aconteceu na última quarta-feira (21), apenas no segundo dia em que a criança frequentava a creche. Inconformado com a situação, o pai compareceu à delegacia na quinta-feira (22) e registrou boletim de ocorrência por lesão corporal.
Segundo relato da família, a mãe recebeu um telefonema da coordenação da unidade informando que houve um problema durante o banho e que o bebê teria sido atingido por água quente, apresentando vermelhidão na pele. Ao chegar ao local, no entanto, ela constatou que a criança apresentava lesões mais graves, com áreas inchadas e formação de bolhas nas nádegas e nas costas.
Ainda no mesmo dia, a equipe do CMEI acompanhou a mãe e o bebê até o Hospital São Judas, onde ele foi atendido e liberado. No dia seguinte, após nova avaliação médica, foi indicada a internação da criança na Santa Casa de Jaú. Na noite de quinta-feira, o bebê permaneceu em isolamento e, na sexta-feira (23), acabou sendo transferido para a ala especializada em queimaduras do Hospital Estadual de Bauru.
No registro policial, o pai informou que buscou esclarecimentos junto aos funcionários da creche, mas não obteve explicações detalhadas sobre o que teria causado as lesões nem sobre a responsabilidade pelo ocorrido. O caso foi encaminhado ao Distrito Policial de Jaú, que dará sequência às investigações.
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Jaú afirmou que acompanha a situação desde o primeiro momento por meio da Secretaria de Educação, prestando apoio à criança e à família. A administração municipal também informou que adotou as medidas administrativas cabíveis, incluindo a abertura de sindicância e a comunicação ao Conselho Tutelar, conforme determina a legislação.
Ainda segundo a Prefeitura, a servidora envolvida solicitou desligamento do cargo, medida que não interfere no andamento das apurações nem na adoção de outras providências que possam ser necessárias.