Atraso da Prefeitura de Marília no resgate de gatos abandonados evidencia falhas na gestão da saúde animal

A força-tarefa composta pela Prefeitura de Marília, Corregedoria-Geral do Município e Secretaria Municipal da Saúde, com o apoio de moradores da Vila Romana, sociedade civil, ONGs de defesa animal e Polícia Militar Ambiental, iniciou nesta sexta-feira (21), o resgate de aproximadamente 80 gatos abandonados em uma chácara na rua Bartolo Viudes, na zona Leste.

O local foi abandonado pelos antigos moradores, e todos os proprietários foram notificados pela Prefeitura por violarem diversos artigos do Código Zoossanitário do Município de Marília (Lei Ordinária n.º 8.408, de 25 de junho de 2019), incluindo o Artigo 18, que proíbe a criação de mais de 20 gatos numa única propriedade. A questão que se impõe é: por que demorou tanto para a Prefeitura agir? Apesar das denúncias dos vizinhos e do claro descaso dos proprietários, a ação só foi realizada após uma série de reclamações e a formação de uma força-tarefa, evidenciando uma resposta lenta e ineficaz.

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Antes da operação de resgate, a Vigilância Ambiental (antiga Divisão de Zoonoses) da Secretaria Municipal de Saúde esteve no local. Somente após denúncias insistentes dos vizinhos é que houve mobilização para atendimento clínico e castrações dos gatos abandonados. A aparente lentidão na resposta levanta sérias dúvidas sobre a prioridade dada pela Prefeitura à questão do bem-estar animal.

O Município informou que, após o procedimento, os animais recolhidos, medicados e castrados serão encaminhados para adoção. Aqueles que não forem adotados retornarão à chácara e serão cuidados como animais comunitários com o auxílio de ONGs, voluntários e representantes da sociedade civil, incluindo veterinários. Contudo, essa solução parece ser apenas um paliativo. O retorno dos gatos ao local original, sob a condição de animais comunitários, não resolve o problema fundamental de abandono e negligência. É preocupante que a Prefeitura não tenha um plano mais robusto para prevenir tais situações no futuro.

A Prefeitura de Marília afirma estar cooperando com o Ministério Público e a Polícia Civil para punir os responsáveis pelo abandono, mas a efetividade dessa colaboração é incerta. A operação de resgate desta sexta-feira contou com o auxílio da Polícia Ambiental, mas fica a pergunta: por que essa ação não foi tomada mais cedo? A comunidade espera que, além das medidas imediatas, sejam implementadas ações concretas e preventivas para evitar que situações como esta se repitam, garantindo assim o bem-estar contínuo dos animais e responsabilizando efetivamente os culpados por tais atos de negligência.

Por fim, leia mais O Mariliense

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