App SP Mulher Segura registra quase um acionamento por hora do botão do pânico

App SP Mulher Segura registra quase um acionamento por hora do botão do pânico

O Governo de São Paulo reforça campanha para que mais mulheres tenham em seus celulares o aplicativo SP Mulher Segura. Lançada em 2024, a ferramenta já reúne mais de 64 mil usuárias. Disponível nas lojas oficiais para dispositivos com sistemas iOS e Android, o app reúne em um só lugar importantes funcionalidades para mulheres em situação de risco, como registro online de boletim de ocorrência; botão do pânico para acionamento imediato da PM; e acesso à rede de proteção com serviços e orientações.

Carregando...

LEIA MAIS: Rede de proteção: conheça as novas funcionalidades do Aplicativo SP Mulher Segura

Em dois anos, o app registrou 2,5 mil boletins de ocorrência e mais de 16 mil acionamentos do botão do pânico, quase um por hora. Além de acionar rapidamente a polícia, com envio de viatura ao local via geolocalização, o SP Mulher Segura permite o cruzamento de dados com tornozeleiras eletrônicas de agressores e resposta imediata em caso de aproximação indevida.

Botão do Pânico

Uma das principais funções do aplicativo é o botão do pânico, que pode ser acionado por mulheres com medidas protetivas que necessitem de socorro policial imediato. Assim que é acionado, a central da Polícia Militar envia viatura da Patrulha Mulher Segura para o endereço do aparelho, que é monitorado por geolocalização.

O botão do pânico também se conecta a nova funcionalidade do aplicativo SP Mulher Segura, o contato de emergência. As mulheres podem fazer o cadastro de pessoas de confiança para compor sua rede de apoio e acolhimento.

View this post on Instagram

Quando o botão é acionado, o sistema gera automaticamente uma ocorrência para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Os dados do contato de emergência passam a integrar o histórico da ocorrência, permitindo que, após o controle da situação, a Cabine Lilás realize contato com essa pessoa de confiança para fortalecer o acolhimento à vítima.

No caso de agressores monitorados por tornozeleira eletrônica, o sistema cruza os dados por georreferenciamento e se for detectada aproximação do agressor, o Copom é avisado e uma viatura é despachada para o local imediatamente.

LEIA MAIS: Primeira DDM 24 horas do ABC Paulista começa a funcionar em São Bernardo do Campo

Nestes casos, a PM faz contatos tanto para alertar a vítima como para avisar o agressor da necessidade de se afastar imediatamente do local monitorado. Assim, a mulher fica protegida não só em casa ou na área determinada pela Justiça, mas também durante deslocamentos.

Em março deste ano, a Polícia Militar prendeu um agressor após a vítima acionar o botão do pânico, o suspeito acessou o prédio utilizando uma TAG de entrada que ainda possuía. Ele teria feito contato com a vítima por meio do interfone, alegando que queria ver a filha.

A mulher já possuía medida protetiva e foi encaminhada para uma DDM onde registrou a ocorrência, e manifestou interesse em reforçar as medidas de proteção contra o agressor.

Como ter acesso ao botão do pânico

É preciso primeiro registrar um boletim de ocorrência sobre a agressão, depois pedir uma medida protetiva contra o agressor. Assim que a medida protetiva for ajuizada, já é possível utilizar o botão do pânico no aplicativo SP Mulher Segura.

“É uma forma de quebrar o ciclo da violência e prevenir a repetição de atos de agressão. As medidas protetivas servem para proteger a vítima na sua integridade física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, que são os tipos de violência preconizados pela Lei Maria da Penha”, afirma Adriana Liporoni, secretária de Políticas para a Mulher. 

As DDMs do Estado oferecem diferentes canais para o registro de boletins de ocorrência de casos de violência e a solicitação da medida protetiva de urgência: as delegacias da mulher territoriais, a DDM Online e as Salas DDM 24h instaladas em plantões policiais.

SP Por Todas

SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres e fortalecer a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira. Entre as soluções estão o aplicativo SP Mulher Segura, que conecta a mulher diretamente à polícia em casos de risco, além da ampliação de serviços especializados em todo o estado. 

Compartilhe:

Receba Notícias pelo Whatsapp:

Mais lidas hoje

Região

Curso de Atualização reúne Missionários do Sínodo de todo o território diocesano

Marília

Secretaria da Educação inicia treinamento para motoristas e monitores do transporte de estudantes do Espaço Potencial

Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 3,5 milhões nesta terça-feira

Brasil

Governo de SP desarticula esquema de golpes com créditos fictícios de ICMS

Brasil

App SP Mulher Segura registra quase um acionamento por hora do botão do pânico

Marília

PM flagra mochila recheada de drogas na Zona Norte