Advogado alerta sobre a importância de se programar financeiramente para morar nos EUA

EUA

Embora o sonho americano seja o desejo de muitos brasileiros, é preciso ter cautela e se programar com muita atenção para que esse sonho não se transforme em um completo pesadelo com o primeiro imprevisto.

Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, relata o caso de uma família que se viu em meio a um turbilhão de problemas. “Eles vieram para os Estados Unidos e a esposa estava grávida, no oitavo mês de gestação e ela teve algumas complicações, e por isso teve que permanecer internada durante uma semana. Ainda assim, bebê nasceu e tudo correu bem. No entanto, isso gerou uma conta de 190 mil dólares. Eles tentaram negociar, entraram no plano do governo e fizeram de tudo para tentar se livrar dessa dívida enorme”, recorda.

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Sem saber o que fazer, o casal procurou a ajuda de Toledo. “Infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer, nem mesmo dar entrada em uma aplicação de visto. Afinal, eles já tinham essa dívida registrada e se isso viesse à tona durante o processo, seria um desastre. Eu ainda sugeri que a aplicação fosse feita no Brasil, o que minimizaria os riscos. No entanto eu, particularmente, ainda não poderia ajudar e provavelmente o visto seria negado”, lamenta o advogado.

Os gastos decorrentes do processo acabariam com a última reserva do casal. “E foi exatamente isso o que aconteceu. Eles gastaram dinheiro com as taxas, com os honorários e, nesse movimento, gastaram boa parte do único dinheiro que tinham para solicitar o visto e que não tinha muita base jurídica para ser aprovado”, relata.

O especialista em Direito Internacional afirma que essa família teve uma jornada repleta de problemas nos Estados Unidos. “O marido estava trabalhando sem autorização e não estava ganhando o suficiente para equilibrar as contas. Com todas as despesas, eles tiveram que voltar ao Brasil e não conseguiram, ao menos, pagar pela própria passagem de volta, sendo obrigados a pedir para que seus familiares comprassem os bilhetes aéreos”, pontua.

Para Daniel Toledo, é preciso estar atento a todos os detalhes para não passar por situações deste tipo. “Essa família passou por um enorme prejuízo e esses gastos nunca foram parte de seus planos. É preciso entender que os custos nos EUA são completamente diferentes do Brasil e, antes de tentar uma vida em outro país, é necessário se programar para qualquer situação, inclusive os imprevistos financeiros”, finaliza.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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