Time São Paulo Paralímpico completa 15 anos como referência mundial de inclusão e alta performance

O Time São Paulo Paralímpico comemora 15 anos de história nesta quarta-feira (4). Criado em 4 de novembro de 2011 pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em parceria estratégica com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o programa consolidou o estado e o Brasil como referências do paradesporto internacional, promovendo autonomia, cidadania e profissionalização a centenas de atletas.

Concebido originalmente com 25 atletas de oito modalidades, o Time São Paulo foi estruturado para assegurar bolsas e suporte contínuo para que paratletas planejem, organizem, executem e avaliem suas necessidades em busca do ápice esportivo.

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Em 2026, o investimento anual alcança R$ 8,2 milhões, contemplando 157 atletas em 16 modalidades diferentes. No final do ano passado, o convênio foi renovado até dezembro de 2028, garantindo estabilidade e planejamento financeiro para todo o ciclo preparatório rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

Ao longo desses anos, grandes nomes do esporte paralímpico do Brasil tiveram apoio do Time São Paulo, como o nadador Daniel Dias, o maior medalhista masculino da história da natação paralímpica mundial; a corredora Terezinha Guilhermina especializada nas corridas de 100 metros rasos, 200 metros rasos e 400 metros rasos; Dirceu José Pinto, tetracampeão paralímpico de bocha; e o apresentador Fernando Fernandes, que competiu em provas de canoagem.

“É muito gratificante ver a evolução dos atletas do Time São Paulo nesses 15 anos. Hoje conseguimos expandir o programa de fomento ao paradesporto, proporcionando a melhor estrutura para que possam atingir e se manter em alta performance pelo máximo de tempo possível”, destacou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.

A voz de quem vive a transformação na pista

O impacto dessa estrutura reflete-se diretamente na rotina de quem transformou o esporte em carreira e projeto de vida. Para Jerusa Geber, velocista e multicampeã paralímpica, o suporte contínuo é o alicerce para que o atleta foque exclusivamente no rendimento: “Completar 15 anos desse programa mostra a solidez de um projeto que mudou a realidade do paradesporto paulista e brasileiro. Ter a tranquilidade de planejar os treinos, contar com apoio multidisciplinar e saber que temos retaguarda faz toda a diferença para chegar na pista e dar o nosso melhor pelo Brasil”, destacou.

Medalhista paralímpico nos Jogos de Inverno, Cristian Ribera destaca a importância do apoio para o desenvolvimento do atleta. “É muito gratificante fazer parte desse time de tão seletos atletas de tantas modalidades. Fiquei muito honrado quando os esportes de neve entraram no programa, ajuda demais na compra de equipamentos e suprimentos, para o atleta é importante poder contar com esse apoio.”

Já para a saltadora e velocista Zileide Cassiano, medalhista paralímpica, a iniciativa simboliza a abertura de caminhos e o reconhecimento profissional: “O Time São Paulo representa respeito à nossa dedicação diária. O esporte de alto rendimento exige entrega total, e o programa nos dá as ferramentas necessárias para competir em igualdade com as maiores potências do planeta, provando o valor e a capacidade da pessoa com deficiência”, pontuou.

Protagonismo e conquistas históricas

Ao longo de quatro ciclos de Jogos Paralímpicos de Verão (Londres 2012, Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024) e três edições de Jogos Parapan-Americanos (Toronto 2015, Lima 2019 e Santiago 2023), os atletas do programa construíram um cartel expressivo de vitórias:

• Londres 2012: 26 medalhas (17 de ouro, 6 de prata e 3 de bronze).
• Rio 2016: 35 medalhas (9 de ouro, 15 de prata e 11 de bronze).
• Tóquio 2020: 32 medalhas (7 de ouro, 7 de prata e 18 de bronze).
• Paris 2024: 35 medalhas (10 de ouro, 10 de prata e 15 de bronze).
• Milão-Cortina 2026 (Inverno): O paratleta Cristian Ribera fez história ao conquistar a medalha de prata no sprint do esqui cross-country (classe sitting), marcando a primeira medalha de um país latino-americano na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno.

Mais do que estatísticas e índices esportivos, o programa ressignificou a trajetória de pessoas com deficiência congênita ou adquirida, substituindo estigmas pela valorização de talentos e assegurando suporte integral para a dedicação profissional.

Exposição celebrará trajetória ainda neste mês

Para celebrar uma década e meia de conquistas, a SEDPcD está preparando a exposição inédita “Time São Paulo Para Além do Pódio”, que será aberta ao público ainda este mês, no dia 23 de novembro, no Museu da Inclusão.

A mostra oferecerá aos visitantes um panorama imersivo sobre a evolução do paradesporto mundial e nacional, a origem das competições e o papel dos atletas paulistas na transformação do Brasil em vitrine esportiva, reunindo acervo histórico, linha do tempo detalhada e os bastidores das vitórias que mudaram vidas dentro e fora das pistas.

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