Após dez anos em silêncio, adolescente procura ajuda e denuncia abuso sexual sofrido na infância em Marília

Caso foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher após jovem compartilhar o relato com uma profissional da escola e receber apoio familiar.

Uma denúncia envolvendo suspeita de violência sexual contra uma criança, ocorrida há aproximadamente uma década, foi formalizada em Marília. A vítima, atualmente com 17 anos, decidiu procurar ajuda depois de conviver durante anos com lembranças de episódios que teriam acontecido quando tinha apenas sete anos.

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A situação chegou ao conhecimento das autoridades após a adolescente encontrar apoio no ambiente escolar e, posteriormente, entre familiares. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e envolve um homem que, na época dos fatos, mantinha um relacionamento com a mãe da jovem.

A suspeita é de que os episódios tenham ocorrido em uma residência na zona sul de Marília, durante um período em que a mãe da menina estava ausente, em uma viagem com familiares.

Na ocasião, a criança e seu irmão, então com aproximadamente quatro anos, permaneceram sob a responsabilidade do homem. Segundo o relato apresentado, ele teria aproveitado momentos em que estava sozinho com a menina para praticar os atos de natureza sexual.

A denúncia aponta que as situações teriam acontecido pelo menos três vezes.

Medo teria impedido denúncia durante anos

Um dos aspectos que chamam a atenção no caso é o longo período entre os supostos acontecimentos e a revelação.

A adolescente teria evitado contar o que aconteceu por receio de não ser acreditada pela própria mãe.

A mudança ocorreu no final de agosto, quando decidiu conversar com uma psicóloga da instituição de ensino que frequenta. Mais recentemente, a jovem também compartilhou os acontecimentos com a avó, que ofereceu apoio para a busca de providências.

Com o registro da ocorrência, os fatos foram encaminhados à Polícia Civil.

Por envolver violência sexual e uma vítima menor de idade, o procedimento tramita sob sigilo.

Legislação prevê penas de até 15 anos

A legislação brasileira estabelece punições para crimes sexuais praticados contra menores de 14 anos, independentemente de eventual consentimento.

Na modalidade básica prevista no artigo 217-A do Código Penal, a pena para estupro de vulnerável é de oito a 15 anos de reclusão, sem prejuízo de alterações legais ou circunstâncias específicas aplicáveis ao caso.

A responsabilidade criminal do homem mencionado na denúncia dependerá da apuração dos fatos e dos procedimentos previstos em lei.

O episódio também evidencia a importância dos espaços de acolhimento e escuta de crianças e adolescentes, especialmente quando situações de violência permanecem desconhecidas da família durante longos períodos.

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