Do Mercado Livre ao Sest Senat, do Firenze ao Aeroporto: quanto vale ter Deputados que conhecem Marília?

No próximo domingo, 4 de outubro, o eleitor mariliense terá diante da urna uma decisão que vai muito além das disputas nacionais. Enquanto boa parte da atenção se concentra na eleição para presidente, governador e Senado, duas escolhas podem ter impacto direto sobre o futuro de Marília: quem representará a população na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados.

E há uma pergunta que merece ser feita antes de confirmar o voto: quanto vale ter representantes que conheçam Marília de perto?

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Conhecer uma cidade não significa apenas saber onde ela fica no mapa. É conhecer seus bairros, suas distâncias, suas potencialidades e, principalmente, seus problemas.

É saber o que existe entre o Mercado Livre e o Sest Senat. Conhecer a realidade que vai do Firenze ao Aeroporto, da zona norte à zona sul, dos distritos às áreas centrais. É entender o peso que hospitais, universidades, indústrias, comércio, agronegócio e prestação de serviços possuem na economia regional.

Essa proximidade, por si só, não garante que um candidato será um bom parlamentar. Da mesma maneira, nascer ou morar fora de Marília não significa necessariamente desconhecer os problemas da cidade. Mas a representação territorial é um elemento legítimo para o eleitor considerar ao analisar seu voto.

Marília disputa espaço com outras regiões

Deputados estaduais representam todo o Estado de São Paulo e deputados federais representam o Estado na Câmara dos Deputados. Na prática, porém, parlamentares também mantêm bases eleitorais e políticas em determinadas cidades e regiões.

É nesse ponto que a representação regional ganha importância.

Marília precisa disputar atenção e recursos com municípios e regiões de todo o Estado. São investimentos para hospitais, infraestrutura, segurança pública, universidades, estradas, habitação, assistência social e diversas outras áreas.

Ter parlamentares comprometidos com a região pode ampliar os canais políticos para apresentar essas demandas ao Governo do Estado e ao Governo Federal.

Mas cabe ao eleitor analisar não apenas o endereço do candidato. É preciso observar histórico, propostas, capacidade de articulação, atuação pública, prestação de contas e compromissos assumidos com Marília.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza no DivulgaCandContas informações sobre candidaturas, situação dos registros, bens declarados, receitas e despesas de campanha, entre outros dados que podem auxiliar nessa análise.

Uma cidade de importância regional precisa discutir sua representação

Marília exerce influência econômica e de serviços sobre dezenas de municípios do centro-oeste paulista. Por isso, a discussão sobre representação política não termina nos limites do município.

Um deputado ligado à região pode receber demandas não apenas da cidade, mas também de municípios menores que dependem de Marília em áreas como saúde, educação, comércio e serviços.

Isso torna a eleição proporcional especialmente relevante.

O levantamento publicado em setembro mostra Marília entre as cidades da região com maior número de candidaturas para deputado estadual e federal em 2026. Há candidatos experientes, nomes que já exerceram mandato e pessoas que disputam pela primeira vez uma cadeira parlamentar.

Para deputado estadual, aparecem na relação Rogerinho (PP), Dani Alonso (PL), Rossana Camacho (PSD), Gabriel Lima (DC), Marcos Kohlmann (Mobiliza), Marcos da Educação (Missão) e Victor do Marília ao Contrário (MDB). Para deputado federal, o levantamento relaciona Ulisses do Rodeio (Solidariedade), Isis Flor (PSOL), Juliano da Campestre (Republicanos), Capitão Augusto (PL), Lucas Dantas (PSB) e Walter Ihoshi (PSD) como candidatos de Marília.

O voto também define quem terá Marília como prioridade

No fim das contas, não existe um único critério para escolher um deputado.

Partido, propostas, ideologia, histórico, experiência, atuação parlamentar, integridade, capacidade política e identificação com determinadas causas são fatores que cada eleitor pode ponderar de maneira diferente.

A ligação com Marília é mais um deles — e merece entrar nessa conta.

Antes de votar, portanto, vale uma reflexão: quando Marília precisar bater à porta da Assembleia Legislativa ou de Brasília, quem o eleitor deseja encontrar do outro lado?

Alguém que conheça nossos bairros, nossas empresas, nossos hospitais e nossas dificuldades pode compreender determinadas demandas locais com maior familiaridade. Mas cabe ao eleitor verificar se essa proximidade vem acompanhada de propostas, histórico e capacidade para transformar conhecimento da cidade em atuação parlamentar.

No domingo, a escolha pertence ao eleitor. E, depois da eleição, independentemente dos nomes escolhidos, o desafio continuará sendo o mesmo: fazer com que Marília tenha voz, presença e capacidade de defender seus interesses onde as grandes decisões são tomadas. Reflita antes do voto e viva a democracia.

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