Somos Contratados por nossas habilidades e Demitidos por nossos Comportamentos – por Gabriel Rasteli

Você sabe que já chegou na fase adulta ou está prestes a chegar nela quando tens que fazer um currículo.

E o tempo chega para todo mundo. Na verdade, nada é mais democrático que o tempo, que atinge a todos igualmente.

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É claro que uns aprender com o passar dos anos a se relacionar e a conviver, mas outros, parece que sempre são reprovados por mau comportamento.

Enfim, na atualidade muito se fala sobre o que será do futuro do trabalho em tempos de crescimento e expansão tecnológica. Afinal, hoje a IA (Inteligência artificial) está presente em todas as grandes empresas nacionais e internacionais.

A falta de mão de obra qualificada não é um problema desta geração apenas, desde que a Revolução Industrial trouxe mudanças no trabalho, houve a necessidade de aprimoramento e desenvolvimento técnico e profissional.

Entretanto, a era da informação trouxe como benefício a expansão do conhecimento. E hoje, muito se sabe a respeito de quase tudo. Logo, a capacitação profissional se fez mais acessível e muito presente na vida e no cotidiano.

Currículos intermináveis, cursos e mais cursos compõem a currículo de grande parte dos trabalhadores atualmente. A medida que as exigências aumentam, até o segundo idioma é algo básico, trazendo a necessidade de mais aprimoramento.

Porém, há um problema maior. Muitos profissionais aprimoram apenas o conhecimento. A falta de habilidades sociais nunca foi tão sentida.

Há uma geração por exemplo que viveu a sua adolescência e juventude durante uma pandemia com isolamento social.

E a sociabilidade que nos serve para conseguirmos aprender a conviver em coletividade, tão essencial, foi substituída por telas. E o que se vê hoje é fruto de um tempo obscuro, o lado B da evolução tecnológica, a saber, a individualidade mesmo em meio a coletividade.

E isso tem sido motivo de muito trabalho para os RHs em todo mundo. Psicólogos alertam para a saúde mental e emocional. Para as habilidades pessoais a serem desenvolvidas, como a empatia, a resiliência, o autocontrole, a Inteligência emocional, dentre outras.

Hoje somos contratados por nossas habilidades e acabamos sendo demitidos por falta de bom comportamento.

Michelle Schneider demonstra em seu brilhante livro O Profissional do Futuro que questões como aprendizagem contínua e autoconhecimento são tão importantes quanto o letramento tecnológico e o conhecimento técnico.

Precisamos nos relacionar tão bem quanto saber fazer uma planilha, montar um projeto ou desenvolver uma pesquisa.

O lado bom da vida é o lado humano, relacional. Que a nossa humanidade seja palpável e que nossos relacionamentos aprimorados de forma genuína. Assim, cresceremos profissional e pessoalmente. Afinal, do que adianta ganhar o mundo e perder a sua própria alma?

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