Operação da Polícia e MP de SP contra lavagem de dinheiro encontra fuzis e estrutura do tráfico em imóvel de investigados

Operação da Polícia e MP de SP contra lavagem de dinheiro encontra fuzis e estrutura do tráfico em imóvel de investigados

A Polícia Civil e o Ministério Público apreenderam quatro fuzis, drogas e equipamentos utilizados no preparo de entorpecentes durante a Operação Última Parada, deflagrada nesta quinta-feira (25) contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado por meio de uma empresa de ônibus da capital paulista.

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O armamento foi localizado em um imóvel na zona leste da cidade durante o cumprimento dos mandados judiciais. No local, os agentes também encontraram drogas, porções já embaladas para comercialização e uma máquina utilizada para embalar os entorpecentes.

“Só nesta operação encontramos quatro fuzis e realizamos prisões em flagrante. Isso demonstra que estamos no caminho certo, com a integração entre a Polícia Civil e o Ministério Público para combater organizações criminosas e seus mecanismos de lavagem de dinheiro”, destacou o secretário da Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves.

Ao todo, a operação cumpriu 103 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão na capital, Grande São Paulo e na cidade de Extrema, em Minas Gerais. Até o momento, três dos alvos foram presos, entre eles um vereador da cidade de São Paulo, além de outras duas pessoas em flagrante com as drogas e as armas.

Investigação começou após homicídio

As investigações tiveram início a partir da apuração do assassinato do então diretor da empresa de ônibus investigada, ocorrido em 2020. A análise de materiais apreendidos na época, como celulares e dispositivos de armazenamento, permitiu aos policiais identificar indícios de lavagem de dinheiro e de infiltração do crime organizado na estrutura da concessionária.

De acordo com o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, a operação é resultado de anos de trabalho especializado e da integração entre diferentes órgãos.

“O crime organizado não conhece fronteiras nem divisões institucionais. Por isso, a união das forças de segurança é fundamental para enfrentá-lo de forma eficiente. Hoje conseguimos transformar esse discurso em uma ação concreta e com resultados expressivos”, destacou.

Conexão com outras investigações

A Polícia Civil também identificou conexões entre o esquema investigado na Operação Última Parada e outras apurações sobre lavagem de dinheiro e atuação do crime organizado. Segundo as investigações, a empresa teria sido utilizada para movimentar recursos ilícitos e ocultar valores provenientes de atividades criminosas.

“Cada operação é deflagrada no momento em que as provas permitem. É um trabalho construído ao longo dos anos, com compartilhamento de informações, produção de laudos técnicos e decisões judiciais”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em contas bancárias ligadas a cada investigado, além do sequestro de veículos, imóveis e embarcações. Também foi autorizado o afastamento da diretoria da empresa de ônibus alvo da investigação.

Os itens apreendidos na operação serão periciados e devem colaborar para o prosseguimento das apurações contra a organização criminosa.

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