PM prende três procurados na Vila Belmiro e um no Allianz Parque, com ajuda do Muralha Paulista

PM prende três procurados na Vila Belmiro e um no Allianz Parque, com ajuda do Muralha Paulista

O monitoramento realizado em eventos esportivos por meio do programa Muralha Paulista para identificar e prender foragidos da Justiça começou a funcionar neste domingo (15) no estádio da Vila Belmiro, em Santos. A tecnologia que usa imagens de reconhecimento facial e cruza com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão passou a operar no jogo entre Santos e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro.

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Nessa partida, com auxílio do Muralha Paulista, três homens foram presos, sendo dois por cumprimento de mandado por pensão alimentícia e um por roubos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Também nesse final de semana, houve a prisão de um homem, no Allianz Parque, por pensão alimentícia.

A parceria firmada entre a Secretaria da Segurança Pública e o clube da Baixada Santista permitiu identificação no acesso ao estádio ingressos comprados por cambistas, uso de documentos falsos ou de terceiros, mandados de prisão em aberto ou descumprimento de ordens judiciais e sanções impostas pelo Estatuto do Torcedor. O sistema também faz o reconhecimento de pessoas desaparecidas. Caso alguém possua alguma dessas irregularidades, o acesso ao evento é bloqueado e a Polícia Militar realiza a abordagem.

“O Muralha Paulista integra inteligência e tecnologia para garantir segurança nos grandes eventos. Isso fortalece o controle e permite uma gestão mais eficaz e segura no cumprimento de medidas judiciais. Hoje conseguimos identificar foragidos e monitorar riscos em tempo real, protegendo quem vai ao jogo para torcer”, destacou o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

Desde a implementação do programa Muralha Paulista nos estádios em São Paulo, mais de 2,1 milhões de pessoas foram fiscalizadas em 105 partidas, com 130 casos de descumprimento de medidas cautelares notificados e 282 foragidos da Justiça capturados.

“O monitoramento começa a ser feito desde a compra do ingresso, onde pelo sistema já conseguimos identificar se o comprador possui alguma pendência judicial”, explica o major Anderson Rodrigo da Silva, coordenador de Gestão da Informação da SSP. “A tecnologia vem para ajudar na redução da mobilidade criminal, impedindo que pessoas procuradas acessem livremente o estádio”, diz o policial.

A Vila Belmiro é mais um estádio de São Paulo a contar com o Muralha Paulista. A tecnologia já funciona em estádios como o do Palmeiras, do Corinthians, na Arena Barueri e no José Maria Campos Maia, em Mirassol.

Na última quarta-feira (11), oito homens que tentaram entrar na arena do Corinthians foram presos ao serem reconhecidos pelo sistema. Eles eram procurados por crimes como roubo, violência doméstica e não pagamento de pensão alimentícia.

A parceria também já permitiu a captura de foragidos de outros estados. Em 2024, um integrante de uma facção criminosa na Bahia foi capturado ao tentar assistir à partida entre Palmeiras e Bahia, em São Paulo. A prisão foi realizada pelo 2º Batalhão de Choque.

A iniciativa reforça o potencial do reconhecimento facial em ambientes controlados para a captura de foragidos e a redução da reincidência criminal. A partir dessas experiências, a SSP está desenvolvendo instrumentos de cooperação para que organizadores de eventos culturais e esportivos possam aderir à iniciativa, ampliando a segurança do público.

Além dos estádios, a tecnologia já foi utilizada em grandes eventos, como o festival de música eletrônica Tomorrowland e o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.

Aumento na captura de procurados na Baixada Santista

Em outubro do ano passado, o Muralha Paulista ajudou a aumentar em 27% o número de foragidos capturados na Baixada Santista. Foram 337 prisões ou apreensões de infratores, a segunda maior marca em 25 anos. Em janeiro deste ano, foram 429 detenções.

Somando os nove municípios da região, Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, são cerca de 1,8 mil câmeras e sensores instalados estrategicamente para reduzir a mobilidade criminal e impedir a fuga dos criminosos.

Muralha Paulista

O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.

As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.

A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.

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