Em uma assembleia geral extraordinária realizada nesta terça-feira (dia 21), no estádio Bento de Abreu, a diretoria executiva do Marília Atlético Clube (MAC) obteve a aprovação unânime dos 20 membros do Conselho Deliberativo para o pedido de recuperação judicial, adiando, pelo menos por enquanto, a possibilidade de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A medida visa possibilitar que o MAC recupere a governabilidade sobre seus recursos, especialmente os apreendidos pela Justiça. Alysson Alex destacou a importância de ter acesso a fundos retidos, como os provenientes da cota de participação no Paulista Série A-3 2024, estimada em R$ 480 mil.
O vice-presidente revelou que a Justiça bloqueou mais de R$ 2 milhões do Marília, incluindo cotas de participação e valores relacionados à Copa do Brasil e à Timemania. O objetivo da diretoria é utilizar esses recursos para negociar diretamente com os credores e enfrentar as dívidas acumuladas, que totalizam aproximadamente R$ 15 milhões em ações trabalhistas e R$ 5 milhões em dívidas fiscais.
Com a aprovação do pedido de recuperação judicial pelo Conselho, o Marília buscará uma medida judicial autorizando o chamado de todos os credores para negociações diretas. Alysson enfatizou que a transformação do clube em uma SAF ainda não está em consideração, e o foco inicial é passar pelo processo de recuperação judicial.
“Se o Marília fizesse a mudança para a SAF, estaria com os problemas resolvidos, e não está. A gente primeiro precisa passar por esse processo de recuperação judicial”, afirmou Alysson Alex, ressaltando a importância do poder de negociação da equipe jurídica do clube nesse contexto desafiador.
A relação dos 20 conselheiros do Marília foi divulgada, destacando figuras influentes em diversas áreas, incluindo advocacia, gestão pública, saúde, comércio e esporte.
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