O influencer evangélico Victor de Paula Gonçalves, mais conhecido como Victor Bonato, de 27 anos, enfrenta agora um grave desdobramento em sua trajetória. Na noite de quarta-feira (20), a Polícia Civil cumpriu a ordem de prisão expedida pela Justiça. Bonato é acusado de envolvimento em crimes sexuais contra pelo menos três mulheres em Barueri, na Grande São Paulo.
Ele ganhou notoriedade como um dos fundadores do grupo evangélico Movimento Galpão, que tem como público-alvo jovens pertencentes às classes média alta e alta da região de Alphaville, em Barueri, conhecido pelo seu caráter religioso.
Victor Bonato conta com uma audiência de mais de 145 mil seguidores em sua conta no Instagram, onde se destacava por suas pregações e cultos online voltados para a juventude.
A prisão foi efetivada em cumprimento à ordem judicial proferida em 20 de setembro pelo juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, no âmbito do processo que investiga o suposto estupro de três jovens da comunidade religiosa de Alphaville.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), assim que a decisão judicial foi emitida, Victor Bonato foi localizado em um evento no município de Cesário Lange, interior do estado, e encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, onde o caso é tratado com sigilo judicial.
Por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), processos envolvendo crimes sexuais tramitam em segredo de Justiça, o que impede a divulgação de mais detalhes sobre o caso.
Um dia antes da decretação da prisão, em 19 de setembro, Bonato utilizou suas redes sociais para expressar um pedido de perdão às jovens envolvidas, admitindo suas falhas e erros.
O influencer também confessou estar profundamente arrependido por ter sucumbido ao que ele classifica como “pecado da imoralidade e iniquidade”, destacando que traiu seus próprios princípios e desapontou aqueles que nele confiavam.
Além disso, o grupo Galpão emitiu uma nota pública, também no dia 19 de setembro, um dia antes da prisão, anunciando o desligamento de Victor Gonçalves do movimento em virtude de acontecimentos que contrariavam os valores e ensinamentos seguidos pelo grupo. O Galpão reiterou seu compromisso com a transparência e a verdade, e expressou sua crença na possibilidade de transformação.
Ademais, o grupo anunciou o fechamento temporário do espaço de encontros religiosos para reformas, em respeito à investigação em curso e a todos os envolvidos. Esta é uma medida tomada em meio ao novo direcionamento que acreditam ser providenciado por Deus.
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