Campeão olímpico Thiago Braz testa positivo em exame antidoping e é suspenso provisoriamente

O atleta Thiago Braz, campeão olímpico na Rio 2016 e medalhista de bronze em Tóquio 2020, enfrenta agora uma suspensão provisória que pode chegar até 4 anos pela Athletics Integrity Unit (Unidade de Integridade do Atletismo) após testar positivo para ostarina, uma droga utilizada para aumentar massa muscular.

A ostarina é a mesma substância que resultou na perda da medalha de prata da equipe masculina britânica de revezamento 4×100 metros nos Jogos de Tóquio, após o atleta Chijindu Ujah testar positivo. Além disso, a jogadora brasileira de vôlei Tandara também foi suspensa por quatro anos por utilizar a mesma substância proibida.

Carregando...

A Athletics Integrity Unit é um órgão autônomo e independente da World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) e ainda não divulgou a data do exame positivo de Thiago Braz.

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) foi notificada nesta sexta-feira (28) e encaminhou o caso à sua Autoridade de Gestão de Resultados. O julgamento do atleta será conduzido pela própria Athletics Integrity Unit, e a suspensão provisória já está em vigor. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) ainda não foi notificada sobre a punição.

Thiago Braz, de 29 anos, é uma das principais referências no salto com vara mundial, além de conquistar as duas medalhas olímpicas, ele também possui uma prata no Mundial de Atletismo Indoor de Belgrado em 2022. Ainda neste mês de julho, ele competiu na etapa de Silésia (Polônia) da Diamond League, terminando em sexto lugar e parando no sarrafo de 5.71 m.

Após tomar conhecimento da notícia, Thiago procurou o advogado Marcelo Franklin para representá-lo em sua defesa. Especialista em casos de doping e direito esportivo, Franklin é conhecido por defender atletas em situações semelhantes, como Cesar Cielo em 2011, Etiene Medeiros (natação), Ana Cláudia Lemos e Petrúcio Ferreira (atletismo paralímpico) na Rio 2016.

A ostarina é uma substância que age diretamente nos receptores ligados aos hormônios androgênicos, como a testosterona. Com efeitos anabolizantes, ela aumenta a massa muscular, força e desempenho. Pertencente à classe dos SARMS (moduladores seletivos de receptores androgênicos), a ostarina ainda não é aprovada pela FDA e requer prescrição médica para manipulação. Embora esteja sendo estudada para tratamento de sarcopenia, a perda de massa muscular relacionada à idade, seu uso por atletas é considerado doping. Ainda não há estudos suficientes para determinar o tempo exato de detecção no organismo, mas os exames antidoping podem detectá-la até 30 dias após o uso.

Por fim, leia mais O Mariliense

Compartilhe:

Receba Notícias pelo Whatsapp:

Mais lidas hoje

Brasil

Em reestruturação, Correios anunciam escala 12×36 em alguns setores

Brasil

Polícia de SP prende suspeitos de aplicarem golpe do “falso advogado”

Brasil

Quase 800 presos são recapturados na ‘saidinha’ de março no estado de São Paulo

Brasil

PM apreende mais de 200 kg de cocaína em fundo falso de caminhonete na zona norte de São Paulo

Brasil

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 13 milhões

Região

Plano Municipal da Primeira Infância (PMPI) é entregue oficialmente em Pompeia