Uma terrível descoberta abalou os moradores de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, nesta semana, quando a proprietária e uma cuidadora de uma creche foram presas em flagrante por torturarem e drogarem bebês. O crime veio à tona na última segunda-feira (10) e deixou mães horrorizadas e preocupadas com a segurança de seus filhos.
A mãe de uma das crianças, que preferiu não se identificar por questões de segurança, relatou que se sentiu inútil e a pior mãe do mundo ao saber dos acontecimentos terríveis que ocorreram na creche. Segundo seu relato, o Conselho Tutelar a orientou a conversar com a filha, e foi em casa que soube dos horrores presenciados pela criança durante seu tempo na creche. Sua filha revelou ter testemunhado as agressões aos bebês e contou que a cuidadora batia apenas nos bebês pequenos. A mãe também expressou preocupação sobre a possibilidade de drogas serem misturadas aos sucos das crianças.
Outras mães também compartilharam suas experiências chocantes. Uma delas mencionou que sempre ouvia gritos vindos da creche, mas nunca imaginou que as mulheres estivessem machucando as crianças. Ela descreveu a proprietária como alguém que tratava seu filho muito bem na frente dos pais, tornando a descoberta ainda mais inacreditável.
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia feita por uma ex-aluna da creche, que desencadeou a ação da polícia. As filmagens obtidas pelas câmeras policiais no local comprovaram o crime, e as equipes iniciaram uma vigilância das suspeitas na segunda-feira, por volta das 6h da manhã, capturando atos de violência já no primeiro dia de investigação.
Em um vídeo perturbador, a proprietária foi flagrada agredindo fisicamente um bebê de apenas 11 meses. A criança estava sozinha em um colchão no chão quando foi brutalmente jogada novamente no local anterior pela agressora. Tapas foram desferidos na criança como forma de punição por seu choro, e em suas palavras, a proprietária chamou a criança de “sem vergonha” e ameaçou-a quando começasse a andar.
A proprietária, de 30 anos, enfrenta acusações de tortura qualificada e exposição da saúde de terceiros a perigo, sendo um crime inafiançável. A cuidadora, de 26 anos, também foi presa em flagrante, mas pagou fiança e foi solta. No entanto, o delegado responsável pelo caso não descartou a possibilidade de a cuidadora também ser investigada por tortura qualificada.
A creche em questão, chamada de “Cantinho da Tia Carol”, funcionava clandestinamente há seis meses, sem qualquer documentação ou alvará. A prefeitura de Naviraí confirmou que o local não possuía nenhuma placa de identificação, o que facilitava a ausência de fiscalização.
A creche divulgou um comunicado negando as acusações e afirmando que, ao longo de sua existência, nunca agrediu, ameaçou ou administrou qualquer tipo de medicamento nas crianças.
Os pais e responsáveis pelas crianças que frequentaram a creche foram alertados a procurar o Departamento de Assistência à Mulher (DAM) caso percebam qualquer comportamento incomum em seus filhos, a fim de garantir que todas as vítimas recebam o devido cuidado e suporte.
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