Após a Petrobras anunciar nesta quinta-feira (10), mais um reajuste nos preços dos combustíveis, caminhoneiros se mostraram revoltados nas redes sociais. A Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas informou que pretende mover ações judiciais e tomar outras medidas para tentar barrar o aumento nas bombas.
O aumento anunciado para o preço da gasolina foi de 18,7% e de 24,9% no preço do diesel, além de 16% do gás liquefeito de petróleo (GLP). De acordo com os motoristas, a Petrobras perdeu seu objetivo principal que deveria ser a garantia de combustível ao povo brasileiro, passando a trabalhar apenas para o mercado financeiro.
Nas redes sociais, os caminhoneiros falam em “Facada do governo” e “estado de choque”, mas por enquanto ainda descartam uma paralisação. Na última greve realizada pela categoria, que aconteceu em novembro do ano passado, alguns motoristas tiveram graves consequências. A AGU (Advocacia-Geral da União) chegou a aprovar liminares judiciais determinando multas de até 1 milhão de reais para os motoristas que bloqueassem as rodovias.
Os líderes dos caminhoneiros defendem que a Petrobras altere sua fórmula de preços, evitando que a variação do dólar e a cotação internacional do barril do petróleo interfira diretamente no reajuste dos preços. Além, disso, a criação de um fundo de estabilização do diesel e da gasolina também poderá ser solicitado pela categoria.
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