Prefeitura apoia ambientalistas em projetos agroflorestal e meliponicultura

PROJETOS

Os Projetos AgroFloresta e Doce Futuro, desenvolvidos no Bairro Maracá, zona norte do município, estão recuperando uma imensa área verde degradada pelas queimadas e descartes clandestinos de lixos.

Os projetos são coordenados por ambientalistas e recebem apoio público sob a orientação técnica do gestor ambiental do município

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Além da criação de abelhas sem ferrão, responsáveis por 76% da polinização das nossas plantas e alimentos, o local abriga o sistema agroflorestal, que já plantou mais de 7.500 árvores e cultivou diversas variedades agrícolas, com parte da produção doada às famílias carentes e projetos sociais. Ainda, quatro nascentes estão sendo desassoreadas e protegidas, utilizando o método caxambu, com ampla recuperação da vegetação ciliar.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Renato Argollo Haber, destaca a importância dos projetos para a cidade.

“Encerrar o ciclo de queimadas urbanas e descartes de resíduos nesta imensa área por si só já traria grandes impactos positivos ao meio ambiente. Porém, estes ambientalistas estão indo além de simplesmente evitar danos e degradações. Estão recuperando uma grande área verde no centro urbano, o que trará benefícios ambientais e à saúde da população que reside em seu entorno. Estes projetos alimentam pessoas carentes e polinizam nossas plantas, além de abrigar animais silvestres e melhorar a qualidade do ar, demonstrando a grandiosidade deste trabalho. Após a primeira colheita, estamos gradeando o solo para o trabalho de adubação e plantio de novas culturas, ampliando o número de pessoas que serão beneficiadas pelo recebimento destes alimentos produzidos”, afirmou o secretário.

André Luis Lima, um dos coordenadores dos projetos, fala sobre a importância desta parceria entre o poder público e os ambientalistas.

“Temos farta legislação que permite a aproximação do poder público com aqueles que desejam melhorar áreas ociosas em seus bairros. Esta área, por exemplo, estava há anos sofrendo queimadas e recebendo descartes de lixos, o que a tornava criadouro de animais nocivos e peçonhentos, como escorpiões, ratos, baratas e mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, febre amarela e chikungunya.  Como moradores do bairro, cansamos de ver este quadro, principalmente pela fumaça das queimadas que agravavam as doenças respiratórios em idosos e crianças. Unindo forças e sob a orientação técnica da Prefeitura, conseguimos reverter a situação e hoje preparamos o local para receber alunos da rede de ensino, para conhecerem de forma prática como funciona o equilíbrio ambiental neste ecossistema. Esperamos servir de inspiração para moradores de outros bairros, onde em uma grande corrente possamos, juntos, mudar a história ambiental da nossa cidade, tornando-a modelo em sustentabilidade”, disse André Luis de Lima.

Os Projetos AgroFloresta e Doce Futuro são coordenados pelos amigos e ambientalistas André Luis Lima, Johnny Thiago de Santana e João Carlos Tramarim.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

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